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Panama Papers. Consórcio de Jornalistas abre ao público base de dados

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FUGA DE INFORMAÇÃO. A investigação é do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, de que o Expresso é parceiro. Trata-se da maior fuga de informação da História

Parte da informação contida nos ficheiros que deram origem à investigação, com dados sobre mais de 200 mil entidades sedeadas em paraísos fiscais, fica acessível a partir de maio

No dia 9 de maio, o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ) vai abrir ao público uma base de dados com grande parte da informação que integra a investigação dos Panama Papers. Disponíveis ficarão dados sobre mais de 200 mil entidades sedeadas em paraísos fiscais.

Segundo o comunicado da ICIJ, o acesso poderá ser feito a partir das 17h (hora de Portugal Continental) e a base de dados interativa “incluirá também informação sobre mais 100 mil companhias que fizeram parte da investigação do Consórcio, em 2013, sobre os 'Offshore' Leaks'”.

“Os utilizadores poderão pesquisar a informação e visualizar as redes que envolvem milhares de entidades “offshore”, incluindo, quando possível, os seus verdadeiros proprietários”, especifica o mesmo comunicado.

Ainda que esteja em causa, “provavelmente”, a maior divulgação até à data sobre esta matéria, a aplicação “não fará um despejo indiscriminado de informação”. Segundo a mesma nota, trata-se de uma “divulgação cuidadosa de informação corporativa básica, que deve ser pública e transparente”.

Ficam, assim, de fora: “dados pessoais em massa; registos de contas bancárias e transações financeiras, mensagens de correio eletrónico e outra correspondência, passaportes e números de telefone”.

A investigação teve origem na maior fuga de informação de sempre e assenta no acesso a um total de 11,5 milhões de documentos, a partir do escritório panamiano de advogados Mossack Fonseca, um dos principais atores no mundo “offshore”.

As notícias começaram a ser publicadas há cerca de um mês, a cargo do ICIJ e seus parceiros em todo o mundo, uma rede de mais de 100 jornalistas e meios de comunicação entre os quais se inclui o Expresso.

De acordo com o Consórcio, a investigação prossegue - “incluindo novos órgãos de comunicação em países em que o ICIJ ainda não tinha trabalhado” -, estando a ser preparados novos artigos, a serem publicados “nas próximas semanas e meses”.

A base de dados será publicada AQUI.