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Onde estão os extraterrestres?

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Marte. Antevisão artística da exploração humana de Marte feita pela NASA: os primeiros microrganismos extraterrestres poderão ser encontrados no subsolo do planeta vermelho

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A descoberta de planetas parecidos com a Terra e de estrelas como o Sol está a reforçar a ideia de que a vida poderá ser abundante em todo o Universo

Virgílio Azevedo

Virgílio Azevedo

Redator Principal

Homenzinhos verdes cobertos de escamas, monstros superinteligentes, invasões de outras civilizações para roubar os recursos da Terra e aniquilar os seres humanos. A cultura popular tem sido dominada por imagens de extraterrestres inventados por Hollywood, pelas séries de TV, pela Guerra Fria e pelos amantes da Ovniologia, mas a ciência está a demonstrar cada vez mais uma realidade bem diferente da que é vendida pela indústria de entretenimento. De tal maneira que a última minissérie de seis episódios dos “Ficheiros Secretos”, que passou em Portugal no início do ano, acabou por ser uma grande desilusão, um déjà vu com um argumento pobre e infantil que já não convence ninguém.

Quando os “Ficheiros Secretos” estrearam, em 1993, estavam a ser descobertos os primeiros planetas fora do Sistema Solar. Hoje, a ciência avançou muito e já estão identificados mais de 2000 planetas extrassolares. E a Astrobiologia, que estuda a origem, evolução, distribuição e futuro da vida no Universo, deu passos de gigante. De tal maneira que a ideia de que a vida deve ser muito abundante por todo o Universo, e não o resultado de uma conjugação muito pouco provável de condições para emergir, tem cada vez mais adeptos no mundo académico.

Mas não é preciso viajar tão longe, através de sondas espaciais robotizadas ou de sofisticados telescópios, para procurar vida que prospere em condições aparentemente extremas e hostis. Aqui mesmo ao lado, no nosso planeta, há cientistas que estão a descobrir cada vez mais microrganismos que sobrevivem em ambientes parecidos com os de outros planetas e luas do Sistema Solar ou de sistemas planetários espalhados pela Via Láctea.

Ambientes extremos

Sónia Mendo, por exemplo, lidera uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro que revelou há poucos dias uma descoberta surpreendente: uma nova espécie de bactéria, a NL19, que sobrevive nas lamas com elevadas concentrações de metais radioativos e escassez de nutrientes da antiga mina de urânio da Quinta do Bispo, em Viseu. A NL19 prospera em ambientes extremos e vem juntar-se a uma família cada vez maior de microrganismos que estão a ser descobertos, os extremófilos.

Vivem e multiplicam-se em ambientes muito radioativos, ácidos, alcalinos (de elevado PH), quentes, frios ou salinos, sujeitos a altas pressões, sem oxigénio ou contaminados com metais tóxicos. E como reconhece Sónia Mendo, “os ambientes no Espaço, nos outros planetas e luas do Sistema Solar não são tão extremos como alguns ambientes na Terra onde os extremófilos sobrevivem”.

Assim, se os cientistas quiserem descobrir vida extraterrestre têm provavelmente de começar por encontrar microrganismos semelhantes a estes. Pelo menos no que diz respeito à procura de vida baseada no carbono, que é a única que conhecemos na Terra. “As bactérias são altamente resistentes, têm uma grande capacidade para sobreviver. E quando encontram barreiras que ameaçam a sua vida, possuem muitos mecanismos para as ultrapassar”, explica a investigadora.

Eles estão no meio de nós

Assim, os microrganismos que poderão dar pistas sobre o que será a vida extraterrestre estão mesmo entre nós. E muitos deles vivem dentro do nosso próprio corpo. “Os seres vivos dominantes na Terra, em número e diversidade, foram, são e serão as bactérias”, salienta Adriano Henriques, coordenador da Divisão de Biologia do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB) da Universidade Nova de Lisboa, onde há investigadores a trabalhar com extremófilos em alguns dos seus 12 laboratórios. “E cada ser humano tem dentro do seu corpo dez vezes mais microrganismos do que células e 100 vezes mais genes estranhos do que os seus próprios genes”.

Os esporos das bactérias “resistem a tudo e uma colónia gerada por uma única bactéria, que é um organismo unicelular, pode ter cerca de 10 mil milhões de células”. Os esporos são “uma forma de repouso em que o metabolismo está inativo, que algumas bactérias diferenciam para conseguirem sobreviver a períodos durante os quais as condições ambientais não permitem crescimento, tal como as sementes das plantas”. A razão para isso é que não há água. “A água que normalmente existe dentro da célula é substituída por minerais e, portanto, na realidade, o esporo é uma pedra, um mineral, não tem atividade metabólica.”

Adriano Henriques, biólogo especializado em genética de desenvolvimento de microrganismos, vai mais longe. “Estamos a falar da procura de vida baseada no carbono, mas há cientistas que defendem a existência de uma biosfera paralela na Terra, não baseada no carbono, que os seres humanos não conseguem detetar.” É uma grande especulação, mas a verdade é que hoje “ainda não sabemos a gama de reações químicas de que a vida é capaz, mas devemos ter isso em conta quando enviarmos naves espaciais para Marte e para as luas de Júpiter (Ganimedes, Europa) e de Saturno (Titã, Encelado) onde há mais hipóteses de encontrar vida”.

Debaixo das calotes geladas destas luas distantes poderão existir oceanos de água no estado líquido com centenas de quilómetros de profundidade, quando o lugar mais profundo dos oceanos do nosso planeta — a Fossa das Marianas, no Pacífico — se situa apenas a 11 km abaixo do nível do mar. E no fundo desses oceanos é possível que existam fontes hidrotermais com calor e nutrientes capazes de sustentar vida, tal como acontece nos oceanos terrestres a grandes profundidades, em zonas de atividade vulcânica.

O coordenador nacional do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA), José Afonso, alerta, no entanto, que “as naves espaciais robóticas já enviadas para Marte podem ter transportado na sua superfície bactérias resistentes a ambientes extremos que tenham contaminado o planeta”. E Marte, com temperaturas que oscilam entre os 143 graus negativos de mínima e os 35 graus positivos de máxima e uma atmosfera com mais de 95% de dióxido de carbono, “não tem condições especialmente extremas quando comparadas com certos ambientes onde vivem extremófilos na Terra”.

O caçador de planetas

Nuno Cardoso Santos é um caçador de planetas. Dos mais de 2000 planetas fora do Sistema Solar descobertos até hoje, há centenas que foram encontrados e caracterizados pela equipa deste astrofísico da Universidade do Porto. Não é só enviando naves espaciais robotizadas ou tripuladas a outros planetas ou luas do Sistema Solar que se conseguirá um dia identificar formas de vida extraterrestre. O astrofísico e a sua equipa trabalham com poderosos telescópios terrestres e espaciais para viajarem pela nossa galáxia, a Via Láctea, e observarem algumas das 100 mil milhões de estrelas que a compõem e os respetivos sistemas planetários.

Planetas. Com a nova geração de telescópios, o astrofísico Nuno Santos espera encontrar em 2019/2020 planetas habitáveis candidatos à existência de vida extraterrestre

Planetas. Com a nova geração de telescópios, o astrofísico Nuno Santos espera encontrar em 2019/2020 planetas habitáveis candidatos à existência de vida extraterrestre

rui duarte silva

“A conclusão que tiramos das observações já feitas é que os planetas mais comuns são os rochosos”, conta Nuno Santos, investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA). Esta é a boa notícia. A má notícia é que “não existe nenhum planeta detetado em torno de um estrela que esteja à distância certa para ter duas condições simultâneas: água no estado líquido e uma massa suficiente que nos faça pensar que poderão ter as condições para a existência de vida, como uma atmosfera espessa à sua volta”. Ou seja, só foram descobertos planetas gigantes gasosos (com uma massa dezenas de vezes maior do que a massa da Terra) na chamada zona habitável em volta das estrelas. E planetas com um raio semelhante ao da Terra, mas demasiado perto das respetivas estrelas.

E detetar luas como as de Júpiter ou Saturno? “Teoricamente é possível, mas ainda estamos no limite de conseguirmos descobri-las com os telescópios terrestres e espaciais existentes. Só que a próxima geração de instrumentos de observação pode mudar tudo”, antecipa Nuno Santos. Portugal participa na construção de dois dos principais instrumentos do maior telescópio da próxima geração, o E-ELT (Telescópio Europeu Extremamente Grande), do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Deserto de Atacama (Chile). O nosso país é membro do ESO e um dos instrumentos do E-ELT, o HIRES (espectrógrafo de alta resolução, isto é, equipamento que faz o registo fotográfico detalhado de um espectro luminoso), permitirá procurar indícios de vida através da análise da atmosfera de planetas extrassolares. O supertelescópio vai custar mais de 1000 milhões de euros.

Mas há mais. O IA e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa estão envolvidos no Espresso, um espectrógrafo de alta resolução a ser instalado noutro grande telescópio do ESO no Chile, o VLT (Very Large Telescope), que tem como objetivo procurar e detetar planetas parecidos com a Terra capazes de suportar vida. E o telescópio espacial PLATO da Agência Espacial Europeia (organização a que Portugal pertence), irá identificar e estudar milhares de sistemas planetários, apostando na descoberta e caracterização de planetas com o tamanho da Terra na zona habitável da sua estrela, isto é, a uma distância que permita a existência de água no estado líquido. “A minha expectativa é que com instrumentos como o Espresso poderemos encontrar em 2019/2020 planetas habitáveis que sejam candidatos interessantes à existência de vida extraterrestre”, prevê Nuno Santos.

Vizinhos galácticos

Se viajarmos para fora do Sistema Solar, os planetas mais próximos estão a 4,37 anos-luz da Terra, na constelação de Alfa Centauro, um sistema com três estrelas. Não se sabe ainda se este sistema alberga planetas, mas devido a algumas semelhanças entre as três estrelas e o Sol, vários astrofísicos já sugeriram que a Alfa Centauro poderá ser uma das melhores hipóteses de existir vida extraterrestre num potencial planeta. “A maior parte das estrelas que vemos no céu devem ter planetas como a Terra”, constata Nuno Cardoso Santos, “mas por enquanto não o podemos provar na maioria dos casos, estejam essas estrelas mais próximas ou mais afastadas do Sistema Solar”.

Apesar da proximidade, uma nave com as tecnologias atuais demoraria milénios a chegar à Alfa Centauro, embora haja propostas muito arrojadas, como o uso de velas solares gigantes ou da tecnologia de propulsão nuclear, que poderiam encurtar a duração desta viagem para décadas.
A lista de planetas extrassolares potencialmente habitáveis tem vindo a crescer com as novas descobertas e há astrónomos que defendem que podem existir, só na Via Láctea, 11 mil milhões de planetas com dimensões próximas da Terra a orbitarem nas zonas habitáveis de estrelas parecidas com o Sol. Os melhores candidatos são os planetas Kepler-62f, Kepler-186f e Kepler-442b, encontrados pelo Telescópio Espacial Kepler, que se encontram bem longe — a 1200, 490 e 1120 anos-luz da Terra, respetivamente. Mas se procurarmos o candidato mais próximo de nós chama-se Tau Ceti e está ‘apenas’ a 11,9 anos-luz do Sistema Solar.

“Onde estão eles?”

Esta foi a famosa pergunta sobre os extraterrestres feita por Enrico Fermi, Prémio Nobel da Física, que viveu na primeira metade do século XX. O cientista italiano, que se tornou conhecido pelas suas descobertas na física nuclear e teoria quântica, argumentava que, se a vida extraterrestre inteligente existe, a Terra já devia ter sido visitada por outras civilizações. Há, assim, uma contradição entre a elevada probabilidade da existência de civilizações noutros planetas, que muitos astrofísicos defendem, e a ausência de provas consistentes sobre qualquer visita à Terra ou sinais da sua presença no Universo observável. Esta contradição ficou conhecida por Paradoxo de Fermi.

Os seus argumentos parecem fortes: há centenas de milhões de estrelas na Via Láctea parecidas com o Sol e muitas delas são centenas de milhões de anos mais antigas do que a Terra; seria assim provável que tivessem planetas como a Terra em órbita e vida inteligente; deste modo, civilizações extraterrestres avançadas muito mais antigas do que a civilização humana teriam feito viagens interestelares; e no prazo de um milhão de anos, essas viagens deveriam estar a atravessar constantemente a Via Láctea em todas as direções. Mas, aparentemente, nada disso aconteceu.

Mensagem. Em 1974 foi enviada pelo radiotelescópio de Arecibo (Porto Rico) uma mensagem para o Espaço com sete partes codificadas que representam a civilização humana

Mensagem. Em 1974 foi enviada pelo radiotelescópio de Arecibo (Porto Rico) uma mensagem para o Espaço com sete partes codificadas que representam a civilização humana

Mil e uma explicações têm surgido para este paradoxo: a vida extraterrestre é rara ou inexistente, não há outras espécies inteligentes além da espécie humana, os extraterrestres não desenvolveram tecnologias avançadas, as civilizações tecnológicas autodestroem-se em pouco tempo, há extinções periódicas da vida provocadas por eventos naturais, todas as civilizações avançadas estão a tentar detetar e não a emitir sinais, a Terra não é contactada deliberadamente para não haver interferências na sua evolução natural, os extraterrestres visitam-nos e observam-nos mas não os conseguimos detetar, os extraterrestres poderão ser tão diferentes de nós em termos fisiológicos e psicológicos que não conseguem comunicar connosco, é preciso gastar recursos incomportáveis para viajar através da galáxia, as civilizações extraterrestres avançadas estão demasiado longe de nós para haver comunicações, o Homo sapiens é muito recente e os radiotelescópios só foram inventados há apenas 80 anos.

Sinais de que existimos

Mas há quem acredite no contrário e tenha trabalhado a vida inteira para tentar comunicar com outras civilizações, embora sem resultados positivos. É o caso de Frank Drake, de 85 anos, professor emérito de Astronomia e Astrofísica na Universidade da Califórnia em Santa Cruz (EUA). Em 1961 o famoso astrofísico criou uma equação que ficou conhecida por Equação Drake e que permite calcular o número provável de civilizações extraterrestres na nossa galáxia. A equação tem sido muito criticada, porque depende de números altamente especulativos, como a taxa média de formação de novas estrelas na Via Láctea, a fração destas estrelas que tem planetas, o número de planetas que podem potencialmente albergar vida, as frações de planetas que têm vida inteligente e que desenvolveram tecnologia de comunicações para emitir sinais detetáveis da sua existência para o Espaço.

De qualquer maneira, Frank Drake tem liderado desde então vários projetos marcantes de pesquisa de vida extraterrestre inteligente, que na língua inglesa são conhecidos pela sigla SETI (Search for Extraterrestrial Inteligence), na esperança de conseguir captar com radiotelescópios cada vez mais potentes aqueles sinais na radiação eletromagnética vinda do Cosmos. Muitos projetos do SETI têm sido desenvolvidos por agências espaciais, universidades e centros de investigação em todo o mundo e existe mesmo o Instituto SETI, na Califórnia. Mas há também quem queira enviar mensagens da Terra para o Espaço. É o caso do ambicioso programa “Breakthrough Initiatives”, lançado em 2015 pelo milionário russo Yuri Milner e o mediático físico britânico Stephen Hawking, com um orçamento de 90 milhões de euros, que também vai procurar sinais artificiais de rádio ou de laser em um milhão de estrelas.

Frank Drake esteve igualmente envolvido no envio de sinais para serem encontrados por alguma civilização avançada. Um deles, a Mensagem de Arecibo, foi enviada em 1974 pelo radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico, através da emissão de ondas de rádio na direção do cluster (agrupamento) de estrelas M13, a 25 mil anos-luz da Terra. A mensagem formava uma imagem com sete partes codificadas que representam a civilização humana: o sistema decimal (a branco), os números atómicos dos elementos da natureza que constituem o ADN (hidrogénio, carbono, azoto, oxigénio e fósforo, a púrpura), as fórmulas dos açúcares e bases dos nucleótidos (moléculas orgânicas) do ADN (a cinzento), o número de nucleótidos do ADN e o desenho da sua estrutura em dupla hélice (a branco e azul), uma figura humana e a população da Terra (a vermelho, azul e branco), o Sistema Solar indicando o planeta de onde provém a mensagem (a amarelo), e o desenho do radiotelescópio (a púrpura, branco e azul).

Descoberta. Zita Martins, astrobióloga no Imperial College de Londres, diz que é “mais realista descobrir primeiro se existe vida extraterrestre”, antes de sabermos “como surgiu a vida na Terra”

Descoberta. Zita Martins, astrobióloga no Imperial College de Londres, diz que é “mais realista descobrir primeiro se existe vida extraterrestre”, antes de sabermos “como surgiu a vida na Terra”

d.r.

Drake desenhou também, com o astrónomo americano Carl Sagan, as placas de ouro colocadas nas sondas espaciais Pioneer 10 e 11, lançadas em 1972 e 1973, que contêm a primeira mensagem física enviada para o Espaço. As placas foram concebidas para ser compreendidas pelos extraterrestres que encontrarem as sondas e mostram as figuras nuas de uma mulher e de um homem acompanhadas de diversos símbolos sobre a sua dimensão, a origem das naves, a posição relativa do Sol na Via Láctea, o Sistema Solar, a localização da Terra e a trajetória das Pioneer. Mais tarde, Drake supervisionou a criação do disco de ouro transportado pelas sondas espaciais Voyager 1 e 2, lançadas em 1977, que mostram sons e imagens sobre a diversidade da vida e da cultura na Terra a eventuais extraterrestres que um dia encontrem essas sondas.

A única astrobióloga portuguesa, Zita Martins, investigadora do Imperial College de Londres e consultora da NASA e da Agência Espacial Europeia, é muito solicitada pelos principais canais de TV britânicos quando há notícias ou programas sobre o Espaço. O seu trabalho concentra-se na resposta a três questões: como surgiu a vida na Terra, onde poderá existir vida extraterrestre e se esta terá uma origem parecida com a nossa. Num artigo sobre a sua carreira publicado em dezembro de 2015 na revista “Notícias Magazine”, a astrobióloga reconhecia que “não podemos dizer que daqui a dez anos vamos descobrir como a vida surgiu na Terra. Talvez a perspetiva mais realista seja descobrirmos primeiro se existe vida extraterrestre. E uma coisa está ligada à outra”.

Será que, entre milhões de civilizações avançadas e muito antigas que provavelmente existem na Via Láctea e noutras galáxias, não há nenhuma que se interesse pela Terra, nos envie sinais ou nos visite? Esta é a pergunta de um milhão de dólares a que ninguém consegue responder. Mas há um sinal de esperança. Chama-se “Wow!” e foi um forte sinal de rádio detetado em 1977 pelo radiotelescópio da Universidade Estatal de Ohio, nos EUA. Durou 72 segundos, não voltou a repetir-se e veio da região da constelação do Sagitário, onde há estrelas a centenas de milhões de anos-luz da Terra.

Artigo publicado na edição do EXPRESSO de 16 abril 2016