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Incentivos para captar médicos para o interior não convencem

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ANTÓNIO PEDRO FERREIRA

Receber mais mil euros de ordenado, durante seis meses, mais dois dias de férias por cada cinco anos de contrato e a ajuda na colocação dos filhos na escola só convenceu 20 médicos

20 médicos. Só. A possibilidade de receber mais mil euros de ordenado, durante seis meses, mais dois dias de férias por cada cinco anos de contrato e a ajuda na colocação dos filhos na escola só convenceu 20 médicos a ir trabalhar para o interior de Portugal, conta o "Diário de Notícias" esta sexta-feira.

Existe falta de especialistas nas especialidades de cardiologia, cirurgia-geral, ginecologia/obstetrícia, medicina interna, ortopedia, pediatria, psiquiatria e urologia. A lista de zonas varia pouco: Alentejo, incluindo o litoral, Algarve, Castelo Branco, Guarda, Caldas da Rainha, Torres Vedras, Abrantes, Tomar, Torres Novas ou Bragança.

Segundo a Administração Central do Sistema da Saúde (ACSS), "cerca de 20 médicos" aderiram aos incentivos para zonas carenciadas, escreve o "DN". Estes incentivos foram criados ainda pelo Governo de Pedro Passos Coelho, por decreto-lei, e entraram em vigor em Agosto do ano passado.

Os médicos que aderirem à proposta do Estado são obrigados a ficar cinco anos no mesmo local. Após os seis meses iniciais, passam a receber um bónus mensal de 500 euros. No final do primeiro ano, passam a receber mais 250 euros até ao final do período de cinco anos. No total, estes bónus equivalem a 21 mil euros. Contudo, este valor terá de ser devolvido, caso o médico decida sair mais cedo.