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CGTP está com o número mais baixo de filiados das últimas décadas

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Inácio Rosa / LUSA

A Intersindical perdeu 63.588 sindicalizados no último quadriénio, os ditos “anos da troika”. No mesmo período, a UGT perdeu 80 mil associados

550.500 filiados de 99 sindicatos. Este é o número mais baixo de associados das últimas décadas da maior central sindical portuguesa, a CGTP. Só nos últimos quatro anos perdeu 63.588 sindicalizados, conta o "Público" esta quarta-feira.

Em 1999, a CGTP tinha mais 763 mil sindicalizados. Passados quatro anos, em 2004, eram 759.500. Já em 2008, a queda foi mais acentuada até aos 727 mil. Mas foi em 2012 que a redução se tornou mais visível: os 614.088 sindicalizados apurados em janeiro desse ano eram menos 15,5% do que em 2008.

Ao contrário do que muitos especialistas faziam prever, a passagem pela troika pelo país não fez com que os portugueses procurassem mais os sindicatos. Os ditos "anos da troika" representaram uma querda de 10,4% no número de filiados na Intersindical.

“Tivemos uma elevada perda de emprego, encerramento de empresas e não nos podemos esquecer que entre 2011 e 2014 tivemos cerca de 500 mil pessoas que saíram do país. Tudo isto tinha inevitavelmente de se refletir” nos números dos sindicatos, justifica Graciete Cruz, membro da comissão executiva da CGTP, em declarações ao "Público".

Mas não foi só a CGTP a sentir os efeitos da crise. A UGT, contactada pelo "Público", também revela que os seus números de afiliados têm vindo a decrescer. Neste momento, conta com 420 mil sindicalizados. “Nestes quatro anos perdemos 80 mil filiados. Só no setor bancário foram mais de dez mil”, revela Carlos Silva. presidente da central.