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Aviso vermelho para Douro da Régua ao Porto devido a descargas em Espanha

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Há risco de cheias nas zonas de Peso da Régua, Carrapatelo, Crestuma e Porto/Gaia, alerta a Autoridade Marítima Nacional

A Autoridade Marítima Nacional emitiu esta quarta-feira um 'aviso vermelho' para as zonas de Peso da Régua, albufeiras do Carrapatelo e Crestuma e Ribeira do Porto/Gaia devido a descargas de água provenientes de Espanha.

"Para as próximas seis horas e nas correntes condições de preia-mar (maré alta) às 15:09 de 20 de abril, deverá ser observada uma situação de cotas de cheia no Peso da Régua e albufeiras do Carrapatelo e de Crestuma, podendo ultrapassar na zona da Ribeira do Porto/Gaia, o nível verificado no fim de semana de 15 de abril", lê-se no aviso enviado a partir da Capitania do Porto do Douro.

O Centro de Previsão e Prevenção de Cheias (CPPC) do rio Douro passou esta quarta-feira aquela via navegável à fase de 'Aviso Vermelho' e recorda que se encontra "com a navegação suspensa em toda a extensão desde 15 de abril" (sexta-feira passada).

Fonte da Autoridade Marítima contactada pela agência Lusa explicou que o 'Aviso Vermelho' significa que há riscos de "cheias", como pode haver "riscos de galgamento da água nas margens" e, por causa desses riscos, é aconselhável que as pessoas devam ter cuidados "redobrados", designadamente as que praticam desportos náuticos nas zonas referenciadas ou que aí tenham embarcações.

A situação hidrológica verificada nas últimas seis horas comprovam "alterações das descargas provenientes de Espanha", com caudais na ordem dos 3.000 metros cúbicos por segundo (m3/s) no Pocinho, verificando-se no troço nacional do rio Douro descargas de 3.500 m3/s na Régua, acima dos 4.000 m3/s no Carrapatelo, podendo ultrapassar temporariamente os 4.500 m3/s em Crestuma.

O CPPC informa ainda que vai estar a acompanhar a evolução da situação e que vai fazer a "atualização da informação sempre que entender necessário".

No fim de semana transato, a maior zona de produção de hortícolas do distrito de Bragança, no Vale do Vilariça, ficou alagada pelas cheias provocadas pela chuva intensa dos últimos dias, com perdas totais de culturas.

Fernando Brás, presidente da Associação de Beneficiários do Regadio do Vale da Vilariça, disse que "90% da zona dos hortícolas foi afetada e ainda está alagada", nomeadamente nas zonas de Vilariça, Sampaio, Junqueira, Horta da Vilariça e Foz do Sabor.