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As quatro “megatendências” da Saúde

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Na Expofarma, que decorre em conjunto com o Congresso, podem-se ver algumas das inovações que o setor já apresenta

Tiago Miranda

No plenário que encerrou o primeiro dia de trabalhos do 12.º Congresso da Associação Nacional de Farmácias, a discussão sobre as novas fronteiras abertas pela tecnologia na relação com o cliente foram o prato forte

Big data, inteligência artificial, Internet of Things e dispositivos móveis. Foram as quatro "megatendências" que Philip Evans, um dos responsáveis pelo Boston Consulting Group, identificou como os componentes das mudanças estruturais por que passam os cuidados de saúde a nível global.

A "convergência entre o mundo virtual e real" estão na origem desta "revolução", da qual ainda não é possível "prever o verdadeiro impacto". O acesso à informação passa a estar na palma da mão, e a proliferação dos dispositivos móveis e de sensores, criam consumidores mais informados e que exigem outro tipo de ligação às empresas do ramo. Estas, por seu lado, têm acesso a um número de dados cada vez maior que permitem criar padrões que adaptem a oferta às necessidades do cliente. A "necessidade de mudar" é real, e representa um dos "maiores desafios para as sociedades", acredita.

Já Raul Carvalho das Neves, COO do Grupo Impresa, apresentou a perspetiva da comunicação social, para mostrar como a digitalização está a provocar também grandes alterações no setor. Sem esquecer a "distinção entre renovação e inovação", para que o processo seja equilibrado.

No arranque do Congresso, de manhã, o ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes, anunciou que vai ser pago um valor fixo por cada embalagem de medicamentos genéricos dispensada nas farmácias. O valor ainda não é conhecido, mas tem como objetivo aumentar a quota de medicamento de 'linha branca' no mercado português.

Este sábado, o Congresso, a que o Expresso se associa, regressa para o segundo e último dia de trabalhos.