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Mulher acusada de fazer streaming no Periscope de violação de menor

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Marina Lonina usou a aplicação para filmar o namorado enquanto este violava uma menor, sua amiga. Ambos enfrentam agora a justiça, depois de a polícia ter sido alertada para a partilha do vídeo

Marina Lonina, uma norte-americana de Ohio e o seu namorado, Raymond Gates, estão a braços com a justiça, depois de a jovem o ter filmado enquanto violava uma menor, usando a aplicação Periscope para fazer streaming.

O caso chegou ao conhecimento da polícia porque uma amiga de Mariana viu o vídeo e alertou as autoridades.

Ainda que a aplicação, detida pelo Twitter, proíba conteúdos explícitos, a verdade é que esta não é a primeira vez que o Periscope é associado à realização e transmissão de vídeos que configuram a prática de crimes. A popularidade de vídeos considerados extremos está mesmo a aumentar, reconhecem as autoridades, ainda que sejam inofensivos a maior parte dos mais de 100 milhões de vídeos lançados desde o ano passado, quando a app surgiu.

Neste caso, o crime terá ocorrido há dois meses, em Columbus. O casal estaria num apartamento com uma amiga de Marina, todos a beber, quando Gates, de 29 anos, se tornou violento e atacou sexualmente a menor. Marina está também indiciada por ter publicado na noite anterior uma foto da mesma amiga, de 17 anos, nua.

A acusação fala em violação, sequestro e agressão sexual, ainda que, segundo o seu advogado, Marina negue “categoricamente” as acusações. Quanto ao namorado, desconhece-se o que pretende declarar em tribunal.

Especialistas ouvidos pela BBC sublinham a dificuldade em controlar o que está a ser partilhado. “O volume de conteúdos criados e enviados diariamente é demasiado grande para ser controlado manualmente e os sistemas automáticos são, na prática, pouco eficazes” comentou Joss Wright, do Instituto de Internet de Oxford.

Casos anteriores envolveram os vídeos de uma mulher que se filmou enquanto conduzia embriagada e o de dois jovens que resolveram partilhar em “direto” o roubo de uma carrinha, acabando detidos.