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Operação Aquiles: elementos da PJ e GNR em prisão preventiva

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Dos 15 arguidos presentes a tribunal esta quarta-feira, nove ficaram com a medida de coação mais gravosa. Os outros seis ficam sujeitos a apresentações periódicas na esquadra, não podem sair de Portugal ou contactar os restantes arguidos do processo

O Tribunal Central de Instrução Criminal colocou em prisão preventiva nove dos arguidos, na sequência da “Operação Aquiles”, entre os quais os dois elementos da Polícia Judiciária e um militar da Guarda Nacional Republicana. Esta quarta-feira, 15 arguidos foram presentes ao juíz Carlos Alexandre.

Os outros seis arguidos ficam sujeitos a apresentações periódicas na esquadra junto à área de residência, estão proibidos de se ausentar para o estrangeiro e não podem contactar os restantes arguidos do processo.

“Em causa estão suspeitas da prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, tráfico de estupefacientes agravado, associação criminosa e branqueamento. No inquérito investigam-se associações criminosas que importariam cocaína proveniente da Colômbia, normalmente por via marítima e/ou aérea, produto que se destinaria a ser vendido em Portugal ou enviado para os outros países europeus, designadamente Espanha”, lê-se no comunicado Procuradoria-Geral da República.

O tribunal pediu também um relatório social para os nove arguidos colocados em prisão preventiva, abrindo assim a possibilidade de passarem a ficar em prisão domiciliária com pulseira eletrónica.

No total, a “Operação Aquiles”, que foi desencadeada na semana passada, foram constituídos 17 arguidos, 15 dos quais esta quarta-feira presentes a tribunal.

Os outros dois são advogados e ficaram sujeitos a termo de identidade a residência.

O processo envolve suspeitas de corrupção ativa e passiva, tráfico de droga agravado, associação criminosa e branqueamento de capitais. A investigação está a cargo da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, em colaboração com a Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefaciente, num inquérito dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal.