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Sócrates diz que Operação Marquês existiu para impedir a sua candidatura a Belém

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Rui Duarte Silva

Ex-primeiro-ministro deu entrevista ao “El País” em que fala das investigações de que foi alvo, da situação política no Brasil e até de Marcelo - a propósito do qual elabora sobre frustrações

José Sócrates a Presidente da República? Antes de ser conhecida a Operação Marquês, muitos portugueses não duvidariam que o ex-primeiro-ministro tivesse tais intenções. Em entrevista ao "El País" esta segunda-feira, o ex-primeiro-ministro afirma que a investigação judicial que ainda decorre tinha como objetivo impedir a sua candidatura à presidência de Portugal e "que o Partido Socialista não ganhasse as eleições". "Conseguiram os dois", diz ao matutino espanhol

Relativamente à prestação de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República, o socialista diz que vê "o alvoroço diário da sua presidência como uma necessidade de querer sublimar a frustração por ter sido afastado da política durante 20 anos".

Por detrás da Operação Marquês, Sócrates diz ver motivações políticas. E o mesmo acontece no Brasil. Tanto ele, como o ex-Presidente do Brasil, Lula da Silva, e Dilma Rousseff estão a ser alvos de vingança política da direita, defende. “O impeachment de Dilma Rousseff é uma vingança política da direita, que não aceita a derrota nas urnas”, considera.

Para o ex-primeiro-ministro, o impeachment de Dilma é uma forma de condicionar as próximas eleições presidenciais no Brasil: “Um golpe político da direita. porque agora não mobilizam militares; é impedir a candidatura de Lula à presidência de 2018”.