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Serviços secretos dinamarqueses estão à procura de hackers

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Curso começa em agosto e tem a duração de quatro meses. Há contratos à espera dos melhores alunos.

Colin/Wikimedia Commons

Agência quer reforçar as defesas informáticas do país e está à procura de talentos

Tem competências de programação bem desenvolvidas? Possui um elevado raciocínio lógico/matemático? É capaz de trabalhar numa equipa onde esperam muito de si? E não tem cadastro criminal? Então este anúncio é para si: os serviços secretos da Dinamarca estão à procura de candidatos para a sua academia de hackers, que, a partir de 1 de agosto, formará profissionais capazes de entrar nos sistemas de ciobersegurança mais complexos.

A necessidade da agência dinamarquesa surge depois de vários episódios que puseram em causa a capacidade do país enfrentar ataques cibernéticos: no último ano, o Ministério dos Negócios Estrangeiros foi alvo, durante vários meses, de um esquema de phishing (uma técnica de fraude online utilizada para roubar palavras-passe e outras informações pessoais) e o site do parlamento foi atingido por inúmeros ataques, tendo ficado offline durante algum tempo em dezembro.

Em março, os serviços secretos decidiram colocar o anúncio na internet e em vários jornais, na tentativa de encontrar o talento necessário para enfrentar estas ameaças. Durante o curso de quatro meses e meio, os candidatos irão aprender a defender as estruturas informáticas vitais do país, mas também técnicas para, se necessário, entrar nos sistemas dos atacantes. Terão também formação em contraespionagem, sobretudo na descodificação de comunicações de grupos terroristas que possam ter interesse em atacar a Dinamarca.

"Tem o que é preciso para se tornar membro de uma força secreta de elite", lê-se no anúncio

"Tem o que é preciso para se tornar membro de uma força secreta de elite", lê-se no anúncio

"Estamos à procura de pessoas que tenham competências fundamentais que depois possamos desenvolver", disse à Quartz Lars Findsen, diretor dos serviços secretos dinamarqueses. "Não precisam de educação formal. Podem ser talentos de hacking naturais." Findsen sublinha que os candidatos deverão também ter um "alto grau de integridade pessoal", porque terão contacto com "segredos e informação sensível".

No final do curso, que tem a duração de quatro meses e meio, os melhores alunos serão contratados.