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Base das Lajes: Açores querem €175 milhões por ano

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Base das Lages, na Ilha Terceira, Açores

Tiago Miranda

Governo de Passos Coelho chumbou o mesmo Plano de Revitalização Económico da Ilha Terceira em 2015. O Governo açoriano reivindica aos EUA um financiamento anual de 167 milhões de euros durante os próximos 15 anos

Se o dinheiro da administração norte-americana já não aterra na base das Lajes, os Açores querem, então, que seja o Governo a investir (e a gerir). Ao todo, reinvidicam receber cerca de 175 milhões de euros por ano, durante os próximos quinze anos, de forma a atenuar o impacto negativo da saída dos norte-americanos da ilha Terceira, conta o "Público" esta segunda-feira.

Estes valores constam do Plano de Revitalização Económico da Ilha Terceira (PREIT), que chegou em março à Assembleia da República, via PS Açores – documento que fora chumbado pelo Governo de Passos Coelho, mas que com o Executivo de esquerda parece ter ganho novo fôlego.

O PREIT prevê também uma transferência extraordinária do Estado para a região autónoma a rondar os 240 milhões de euros e vários compromissos do executivo de Ponta Delgada e das duas autarquias da ilha Terceira, escreve o "Público".

Esta iniciativa legislativa está assinada por Carlos César, João Castro e Lara Martinho, e pede ainda ao Executivo de António Costa que “dinamize o PREIT”, cuja principal fatura será paga por Washington.

Segundo o matutino, o Governo açoriano reivindica aos Estados Unidos um financiamento anual de 167 milhões de euros durante os próximos 15 anos, sendo que a cada ano este valor iria diminuir 5%. A maior fatia – 100 milhões de euros – seria destinada à demolição, limpeza e reconversão das infraestruturas ocupadas pela Base das Lajes.

Lara Martinha, deputada do PS, garante que o PREIT é “fundamental” para dar resposta à situação “excecional” que a ilha Terceira está a viver, diz ao "Público".

O programa chama também o Estado a contribuir com 8,9 milhões de euros por ano, nos próximos 15 anos, para compensar a perda de receita fiscal que o orçamento regional vai sofrer com a reestruturação da base.