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Novo Banco ainda tem de limpar €3.000 milhões

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Alberto Frias

Novo Banco acumulará perdas de 650 milhões de euros em 2016 e 2017. A este valor deve-se ainda somar os prejuízos do ano passado, 980,6 milhões. Já nos três seguintes, as previsões apontam para lucros de 834 milhões de euros

Limpar 3000 milhões de euros em perdas não vai ser uma tarefa fácil para Eduardo Stock da Cunha. Mas é uma meta obrigatória até 2020. Segundo o "Jornal de Negócios" esta sexta-feira, o Novo Banco acumulará perdas de 650 milhões de euros em 2016 e 2017. A este valor deve-se ainda somar os prejuízos do ano passado, 980,6 milhões. Já nos três seguintes, as previsões do Novo Banco apontam para lucros de 834 milhões de euros.

Estes foram os números apresentados aos investidores no "roadshow" do Novo Banco, que assinala o relançamento da venda por parte do Banco de Portugal.

O Novo Banco terá de fazer um esforço assinalável na limpeza do balanço ao longo dos próximos cinco anos, através da constituição de provisões para malparado – 2.252 milhões até final de 2020 – e para outros ativos – 681 milhões –, num total próximo dos 3.000 milhões de euros, escreve o "Negócios".

Estes dados constam no plano de reestruturação do Novo Banco, documento aprovado por Bruxelas, e que "deu origem a uma carta de compromissos subscrita pelo Estado português junto da Comissão Europeia", disse a administração da instituição no pedido entregue ao Governo de António Costa para que seja considerada como uma empresa em reestruturação.

"Severidade de redução de custos" e "um aumento muito ambicioso dos proveitos operacionais" são duas das exigências de recuperação do Novo Banco, de acordo com a equipa de Stock da Cunha.