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Buscas na TAP por causa de negócio no Brasil

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Tiago Miranda

PGR confirma buscas na TAP e Parvalorem. Em causa estará o negócio da compra da VEM - empresa de manutenção no Brasil. Esta empresa provocou um lastro de prejuízos na TAP

A Procuradoria‐Geral da República confirma a realização de buscas na TAP e na Parpública esta sexta-feira. As operações foram determinadas no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público, em investigação no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

"Em causa estão suspeitas da prática dos crimes de administração danosa, participação económica em negócio, tráfico de influência, burla qualificada, corrupção e branqueamento", diz a PGR em comunicado.

Os factos em investigação estão relacionados com o negócio de aquisição da empresa de manutenção e engenharia VEM. Até ao momento, o processo não tem arguidos constituídos.

A compra da posição do grupo de Stanley Ho na empresa brasileira de engenharia e manutenção VEM (hoje TAP Manutenção & Engenharia Brasil), com um prémio de 20%, é um dos negócios que tem estado a ser analisado pela Procuradoria-Geral da República, no âmbito das investigações em curso relacionadas com a TAP.

Em 2014, o "Diário Económico" noticiou que a operação não teve o aval de Carlos Costa Pina, então secretário de Estado do Tesouro, que, dois anos mais tarde, acabaria por enviar o processo para a Inspeção Geral de Finanças.

O negócio, que teve lugar em 2005, custou à transportadora aérea cerca de 500 milhões de euros. Em 2013, ainda antes de relançar o novo processo de privatização (depois de ter falhado a venda de 100% do capital a Germán Efromovich), o anterior Governo tentou vender a TAP M&E Brasil. Mas conforme o Expresso noticiou na altura, não houve interessados formais no negócio que somava então 300 milhões de euros de prejuízos acumulados e contingências acima dos 500 milhões.