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Jovem encontrado junto à FEUP não morreu da queda

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Caso ocorreu junto à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Rui Duarte Silva

Instituto de Medicina Legal do Porto pediu exames complementares de histologia, química e toxicologia que permiram uma resposta conclusiva às causas da morte de Joel Rafael, de 20 anos

Os resultados preliminares da autópsia realizada para apurar as causas da morte do jovem universitário Joel Rafael, na passada sexta-feira no Porto, não permitiram às autoridades chegar a uma conclusão, pelo que foram pedidos exames complementares. A notícia é avançada pelo "Público", que cita informações prestadas pelo Instituto de Medicina Legal.

Se numa primeira fase da investigação judicial as autoridades admitiram tratar-se de um homicídio, mais tarde acabaram por recuar e considerar que a morte tinha sido acidental, na sequência de uma queda. A dúvida persiste e aguarda-se agora que os exames complementares solicitados permiram uma resposta definitiva.

O "Público" refere que os foram pedidos "exames de histologia, química e toxicologia". O jornal adianta que o primeiro daqueles exames, mais complexo e demorado (cerca de dois meses), destina-se analisar microscopicamente tecidos de vários órgãos, sendo por norma executado quando os técnicos ponderam a hipótese de uma eventual malformação congénita ter estado na origem da morte. Já os outros exames são habitualmente solicitados para detetar a presença de álcool e de drogas.

A morte de Joel Rafael, de 20 anos, aconteceu na via pública, junto ao local onde decorria uma festa organizada pela Associação de Estudantes da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, quando a vítima terá sido abordada por um grupo de jovens e "de imediato, agredida, sem justificação previsivel", de acordo com as primeiras revelações da PJ, chamada a investigar o caso.

No entanto, imagens de videovigilância do parque de estacionamento da faculdade terão permitido posteriormente aos elementos da Judiciária perceber que o jovem pode ter falecido vítima de uma doença súbita. Escreve o "Público" que no vídeo em que ficaram registados os desacatos vê-se Joel a cair desamparado, sem tentar apoiar-se ou virar-se.