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Governo diz que declarações de Rui Moreira sobre a TAP penalizam a imagem da empresa

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O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, falou esta quarta-feira na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas

ANTÓNIO COTRIM

O ministro do Planeamento e das Infra-Estruturas acusa o Plano Estratégico de Transportes e Infra-estruturas (PETI) do anterior governo de ser só “powerpoints“ e diz que o projeto Portela+1 ainda não será concretizado em 2016

As declarações de Rui Moreira penalizam a imagem da TAP? "Com certeza que sim. E gostava que esta situação estabilizasse", assume o ministro do Planeamento e das Infra-Estruturas, Pedro Marques. Em entrevista ao "Jornal de Negócios" esta quarta-feira, o ministro garantiu que quando o Estado passar a ter 50% do capital da TAP, as preocupações do regulador da aviação civil sobre o controlo da companhia serão ultrapassadas; acusa o Plano Estratégico de Transportes e Infra-estruturas (PETI) do anterior governo de ser só “powerpoints” e diz que o projeto Portela+1 ainda não será concretizado em 2016.

Pedro Marques garantiu também ao “Negócios” que o contrato definitivo com a Atlantic Gateway relativamente à TAP está para breve. "O essencial é dar concretização e segurança jurídica à TAP e não cometer mais nenhuma falsa partida na estabilização da companhia, como aconteceu na tentativa de privatização feita à última da hora pelo Governo anterior, que depois teve o parecer que se conhece da ANAC", afirmou.

Quando questionado sobre a possibilidade da Hainan Airlines, accionista da Azul fazer a ligação do "hub" de Lisboa à Ásia "é muito positivo para Portugal", admitiu o ministro. "Há muitos anos que se procura trazer para Portugal um voo directo com um "player" asiático. Se isso acontecer não o vejo com maus olhos", disse.

Quanto ao projeto já muito falado da Portela+1, Pedro Marques afirmou ainda serem precisos mais estudos antes de decidir a solução para aumentar a capacidade do aeroporto de Lisboa - estes trabalhos, com a ANA, vão decorrer ao longo de 2016. "Eu não tomo decisões tão importantes para o futuro do país como essa e não subscrevo memorandos de entendimento sem estar muito mais suportado em instrumentos de análise, desde estudos de procura, questões ambientais, relações com a Força Aérea até às acessibilidades", justificou.

O Plano Estratégico de Transportes e Infra-estruturas (PETI) foi uma das pastas que Pedro Marques herdou do anterior governo. Inicialmente, este tinha garantido que ia dar seguimento a esses planos, mas, entretanto, já houveram projetos que ficaram pelo caminho. O ministro diz que tudo o que encontrou foram "powerpoints", projetos sem estudos prévios ou avaliações para concretização financeira. Por isso, diz, "é risível ouvir deputados do PSD pedirem obra".

  • TAP. Rui Moreira sentiu-se enganado

    Em reação à entrevista de Fernando Pinto esta quarta-feira ao “Jornal de Notícias”, em que o presidente-executivo da TAP diz que Rui Moreira considerou que a ponte aérea era uma “ótima ideia”, o gabinete da Câmara do Porto sublinha que o autarca foi enganado nessa reunião e remete para o livro “TAP - Caixa Negra”, publicado há uma semana, no qual Rui Moreira fala de pormenores “ocultados” e que por isso “não estava excessivamente preocupado