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Rock in Rio quer reflorestar Amazónia

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YASUYOSHI CHIBA / AFP / Getty Images

Roberto Medina, presidente do Rock in Rio, lançou uma campanha que visa plantar três milhões de árvores na maior reserva de biodiversidade do mundo, até 2019. A 27 de agosto, Plácido Domingo dará voz pelo projeto, num concerto flutuante no Rio Negro, em Manaus

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Roberto Medina anunciou esta segunda-feira que o Rock in Rio irá promover a plantação de um milhão de árvores num dos maiores pulmões verdes do mundo por cada edição do festival até 2019. O Amazonia Live - Projeto Social foi apresentado no Rio de Janreiro e contou, entre outras organizações ambientais, com o apoio da Quercus, representada pelo seu presidente João Branco.

Sob o mote “Mais do que Árvores, Vamos Plantar Esperança”, a campanha terá este ano o seu ponto alto a 27 de agosto, dia em que o Rock in Rio vai apresentar um espetáculo inédito com o tenor Plácido Domingo e a Orquestra Sinfónica, num palco flutuante no Rio Negro, em Manaus. No concerto atuarão ainda Ivete Sangalo e o tenor Saulo Lucas, que vai interpretar a canção 'Canto della Terra'.

O concerto apenas para 200 pessoas poderá ser acompanhado em todo o mundo através da transmissão de live streaming na internet. Ainda em Manaus, no mesmo dia, Ivete Sangalo apresentará um espetáculo aberto ao público, tendo por objetivo único a chamada de atenção da população para as questões socioambientais numa altura em que se calcula que a floresta amazónica tenha perdido 18% da sua área.

Segundo a Rede Amazónica de Informação Socioambiental Georreferenciada (Raisg), até 2013 o Brasil perdeu 632 mil quilómetros quadrados de florestas. A campanha mundial será promovida em todo o mundo, convidando cada pessoa a doar ou plantar uma árvore na Amazónia. Em Portugal, o arranque da campanha será feito esta quarta-feira através da plataforma www.esolidar.com/rockinrioamazonialive.

O investimento total da iniciaticva rondará os sete milhões de euros, incluindo custos de plantação, assistência técnica, monotorização e gestão, campanhas de media, produção de espetáculos e custos logísticos.

“Cerca de 90% de todas as catástrofes naturais na Europa desde 1980 foram causadas direta ou indiretamente por alterações climáticas. Temos consciência que esta ação, ainda que aconteça na Amazónia, terá impacto e efeitos em todo o mundo, é por isso que achamos que faz todo o sentido envolver Portugal no projeto. Ter o apoio técnico da Quercus e para nós fundamental”, defende Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio.

João Branco considera que o Amazonia Live é um projeto de uma dimensão e importãncia socioambiental inquestionável. “Como tal a Quercus não poderia ficar de fora”, refere o líder da organização ambiental.