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Governo junta reforços para batalhas pela Saúde em Portugal

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Ministério da Saúde e Fundação Calouste Gulbenkian vão assinar protocolo para combater diabetes, infeções hospitalares e iliteracia e melhorar a saúde mental, cuidados paliativos e recursos humanos

No Dia Mundial da Saúde, assinalado na próxima quinta-feira, o Governo vai pedir ajuda a peritos para melhorar a assistência aos portugueses. Estão identificadas seis frentes de batalha: diabetes, infeções hospitalares, literacia em saúde, saúde mental, cuidados paliativos e recursos humanos.

O objetivo é "a promoção da saúde, a prevenção da doença, a disseminação de boas práticas entre os profissionais, a criação de ambientes propícios ao desenvolvimento saudável e bem-estar individual e a garantia de sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde", lê-se na nota enviada ao Expresso.

Na Sala do Senado da Assembleia da República, representantes do Ministério da Saúde e da Fundação Calouste Gulbenkian vão assinar um protocolo para fazer na prática o que a Gulbenkian planeou, em 2014, em teoria no relatório "Um Futuro para a Saúde". E já há três desafios concretos: "Reduzir a incidência das infeções hospitalares, suster o crescimento da incidência da diabetes e ajudar Portugal a tornar-se um exemplo de boas práticas na saúde e no desenvolvimento das crianças até aos seis anos."

Em termos concretos, os governantes e os peritos querem, por exemplo, conseguir reduzir para metade os casos de infeção contraídos num grupo inicial de 12 hospitais públicos no prazo de três anos e evitar que 50 mil pré-diabéticos desenvolvam a doença nos próximos cinco anos. No mesmo período, é ainda uma meta, identificar 50 mil diabéticos que ainda desconhecem este seu estado de saúde. O rastreio, a educação para a saúde e a criação de ambientes que facilitem a mudança para um estilo de vida e hábitos de consumo mais saudáveis são os caminho traçados, para já em 160 municípios.

Menos adiantada está ainda a intervenção junto dos mais novos. Os peritos da fundação defendem que é preciso começar a mudar comportamentos o mais precocemente possível e devem, para tal, ser desenvolvidas boas práticas. Os responsáveis adiantam que "o projeto ainda está em fase de preparação" e a aliança com o Ministério da Saúde irá contribuir para o avanço efetivo no terreno.