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Troca de seringas nas farmácias poupa dinheiro e reduz VIH e hepatite C

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Estado poupa três euros por troca e conseguirá obter uma redução adicional do número de novas infeções. As garantias são dadas por dois centros de estudos da Faculdade de Medicina de Lisboa e da Católica Lisbon Business School.

O Programa de Troca de Seringas nas farmácias comunitárias, retomado em janeiro de 2014 após dois anos de suspensão por decisão do Ministério da Saúde, beneficia a população a que se destina e o próprio Serviço Nacional de Saúde. Uma avaliação económica realizada pelo Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência da Faculdade de Medicina de Lisboa e pelo Centro de Estudos Aplicados da Católica Lisbon Business School revela que "ao longo de cinco anos, a participação das farmácias gera poupanças com um valor atual superior a dois milhões de euros". Ou, "alternativamente, o benefício líquido atualizado de cada seringa trocada nas farmácias é estimado em 3,01 euros".

Mas não só. Os especialistas garantem também que "a participação das farmácias permitirá evitar casos de infeção por VIH (vírus da sida) e VHC (vírus da hepatite C)". Concretamente, "ao longo do horizonte de cinco anos estudado, permitirão reduções adicionais de 22 casos de infeção por VIH e de 25 casos de infeção por VHC", lê-se na nota enviada às redações.

O combate às duas doenças virais ganha pontos graças à "expansão substancial na oferta de horas de acesso aos serviços do programa e uma correspondente expansão no âmbito geográfico". No terreno, "a participação das farmácias resulta numa melhoria dos padrões de equidade no acesso ao Programa de Troca de Seringas muito substancial". Isto é, "a oferta deixa de estar concentrada num conjunto de unidades territoriais favorecidas para ter uma distribuição mais uniforme". Assim, é acrescentado, "medindo o nível de acesso em termos de horas por 1.000 habitantes, o nível de desigualdade da distribuição de horas de acesso pela população cai mais de 60% com a participação das farmácias".