Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Julgamento de Jardim adiado para data ainda incerta

  • 333

Octávio Passos

Um requerimento de Guilherme Silva, agora o advogado de defesa de Alberto João Jardim, voltou adiar o julgamento em que o ex-presidente do Governo da Madeira é acusado de injúrias e difamação

Marta Caires

Jornalista

Alberto João Jardim não compareceu esta sexta-feira no tribunal de instância local da Madeira, no Funchal, onde deveria começar o julgamento no qual está acusado de injúrias e difamação a António Loja, historiador e militante do PS-Madeira. Um requerimento de Guilherme Silva, agora advogado de defesa do antigo presidente do Governo Regional, voltou a adiar a primeira sessão de um processo que se arrasta há 22 anos. E ainda não foi marcada a nova data para o início do julgamento.

Se o antigo líder madeirense nem apareceu no tribunal, o ofendido fez questão de estar à hora prevista no lugar onde deveria começar o julgamento. À chegada, António Loja fez questão de dizer que, neste momento, não existe qualquer possibilidade de reconciliação. O caso seguirá sempre para julgamento, pois da sua parte "é tarde, muito tarde" para aceitar um pedido de desculpas. Alberto João Jardim teve 14 anos para o fazer e não o fez.

14 foi o número de anos que António Loja esperou pelo julgamento, são os anos em que o processo esteve congelado por causa do estatuto de imunidade de conselheiro de Estado Jardim, que o antigo presidente do Governo Regional usou para não ir a tribunal enquanto esteve à frente do executivo. O processo, no entanto, arrasta-se há 22 anos e começou com dois artigos de opinião no Jornal da Madeira com o título 'A Loja dos Rancores'.

O visado, nesses artigos assinados por Jardim, foi o historiador e militante socialista António Loja. O então chefe do executivo madeirense disse, entre coisas, que a António Loja já tinham caídos três dentes, um raiva e dois de senilidade. Um exemplo do estilo dos dois artigos nos quais o historiador entende que foi " indecentemente vilipendiado" e pelo que pede três mil euros de indemnização. Não que a "honra se cure com dinheiro", mas por ser um meio de punição a quem prevarica.

O julgamento, no entanto, voltou a ser adiado, depois de ter estado agendado para 17 de Fevereiro. Desta vez porque o juiz não terá tido tempo para apreciar o requerimento apresentado pela defesa de Alberto João Jardim. De momento, ainda não há data prevista.

  • Alberto João Jardim julgado por difamação e injúrias

    Jardim chamou-lhe “ordinarote” e “homenzinho”, disse que “a criatura endoidou” e que lhe caíam mais três dentes, “dois de raiva e um de senilidade”. António Loja esperou 22 anos para poder defender-se num julgamento que está marcado para 17 de fevereiro