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MAI confirma: Autoridades portuguesas acompanham ameaça feita a Portugal pelo Daesh

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Mário Cruz / Lusa

Ministra da Administração Interna confirma que as autoridades estão a acompanhar a ameaça direta a Portugal. É a segunda vez que a propaganda do Daesh menciona o nosso país no espaço de dois meses

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, confirmou ao Expresso que a ameaça do Daesh feita há dois dias a Portugal está a ser analisada com toda a atenção. "As autoridades portuguesas estão a acompanhar esta informação, como fazem com todas as outras, que direta ou indiretamente façam referência a Portugal ou a cidadãos portugueses", afirmou esta responsável, numa nota ao Expresso.

Há dois dias, uma mensagem colocada pelos canais de propaganda do Estado Islâmico (Daesh) referia especificamente o nosso país: “Hoje Bruxelas e o seu aeroporto, e amanhã pode ser Portugal e a Hungria.”

Segundo o Expresso pôde apurar junto de algumas fontes contactadas, embora "não existam razões para alarmismos", a mensagem é considerada "válida". Ou seja, a sua origem é tida como sendo próxima da organização terrorista que levou a cabo os atentados mais recentes em Bruxelas e em Paris.

E surge uma semana depois dos ataques realizados no aeroporto e da estação de metro de Maelbeek, na capital belga, que matou 32 pessoas e feriu cerca de 300.

Segundo um analista do MEMRI, observatório do médio oriente que analisa questões relacionadas com o terrorismo, o facto de a propaganda extremista mencionar dois países periféricos no mapa do terrorismo, significa que pretendem mostrar que “não existe qualquer país ou capital da Europa a salvo de um eventual ataque”, afirmou este especialista ao jornal "The Washington Times".

Não é a primeira vez que Portugal é referenciado pela propaganda do Daesh. Em fevereiro, um jiadista de cara tapada fez uma ameaça direta aos "portugueses e espanhóis" e à "Península Ibérica". As autoridades têm razões para acreditar de que se tratava do lusodescendente Steve Duarte, que faz parte do departamento do media da organização.

Não está colocada de parte, por isso, a hipótese de esta mensagem ter sido escrita por um dos portugueses ou lusodescendentes que integram o exército liderado por Abu Barkr al-Baghdadi.

No autodenominado Califado, localizado entre a Síria e o Iraque, encontram-se neste momento cerca de dez jiadistas lusos.