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Burlas informáticas, roubos a farmácias e incêndios florestais disparam

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António Pedro Ferreira

Entre os crimes que mais subiram em 2015 estão também a falsificação de moedas e a extorsão. Pela primeira vez foram contabilizados os crimes contra os animais

Em 2015, as participações dos incêndios florestais duplicaram em relação ao ano anterior. Segundo os dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2015 registaram-se 5145 casos (mais 106%), um número recorde nas subidas dos crimes analisados pelas forças de segurança que é, pelo menos em parte, explicado pelo crescimento dos fogos no ano passado.

Os crimes de burla informática sofreram também uma subida a pique (+73%), bem como os de contrafação e falsificação de moeda falsa (+34%). Pela primeira vez num RASI foram incluídos os crimes contra animais (1330 registos), depois da publicação da lei que criminaliza os maus tratos.

Vila Real, Porto e Lisboa sofreram mais com a criminalidade do que no ano anterior. Pelo contrário, em Setúbal, Aveiro e Faro os registos foram menores.

Em comparação com 2014, houve uma subida ligeira da criminalidade: mais 4721 participações (num total de 356 mil). E uma diminuição da criminalidade violenta (18 964 registos, o que significa menos 124 participações).

Entre os crimes violentos e graves, os que mais subiram foram os roubos a farmácias (+67%) e a extorsão (+45%). No sentido oposto, desceram os furtos de metais não preciosos (-21%) e de residências (-16%).

Foi em Santarém que mais se sentiu a criminalidade violenta, em comparação com 2014 (+22%). Em Faro, registou-se a maior descida (-12%).

Bom, violência doméstica. Mau, pornografia infantil

O RASI dá várias boas notícias: a violência doméstica está a decrescer, bem como a delinquência juvenil, a criminalidade grupal ou o homicídio por negligência nos acidentes de viação.

Também nas grandes categorias criminais, registam-se descidas nos crimes contra as pessoas e contra o património. Mas acentuaram-se os crimes contra o Estado e contra a vida em sociedade.

Nos crimes sexuais, dominam os abusos de crianças, a violação e a pornografia de menores. Estes casos subiram 82% em comparação com o ano de 2014. As esmagadora maioria dos arguidos (95%) são do sexo masculino. Já as vítimas são na maioria do sexo feminino (79%).

Crimes informáticos sempre a subir

Em relação a 2006, os crimes informáticos aumentaram para mais do dobro. Nesse ano foram registados 299 casos. Três anos depois, subiram para 534, e depois desceram até aos 359 em 2013. Desde então, voltaram a disparar e em 2015 bateram o novo recorde de 659 casos (mais 41% do que em 2014).

As apreensões de estupefacientes dispararam, com heroína na frente (+201%), seguindo-se a cocaína (+62%). Já o haxixe registou uma diminuição acentuada das quantidades apreendidas (-92%).