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Ilegalidades no SNS? “Preocupem-se com a falta de enfermeiros, não com a eutanásia”

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TIAGO PETINGA / Lusa

Depois da polémica em torno das declarações à Renascença da bastonária dos Enfermeiros, após as quais se discutiu se haveria ou não a prática de eutanásia no Serviço Nacional de Saúde, Ana Rita Cavaco foi ouvida no Parlamento - e diz que a falta de enfermeiros no SNS pode matar doentes

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

“Se estão preocupados com práticas ilegais no Sistema Nacional de Saúde, não é da eutanásia que estamos a falar, mas da falta de enfermeiros, que põe em perigo a vida das pessoas”, afirmou a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, esta quarta-feira, na comissão parlamentar de Saúde.

Ana Rita Cavaco reiterou que nunca disse que os profissionais de saúde praticam eutanásia no Serviço Nacional de Saúde, mas que a discussão sobre o tema é feita nos corredores dos hospitais. “Eu não disse que médicos e enfermeiros matam pessoas no Serviço Nacional de Saúde, mas que a falta de enfermeiros pode matar”, voltou a afirmar aos jornalistas no final da audiência.

Durante a audiência, a bastonária dos enfermeiros lembrou que um recente estudo europeu indica que “quando um enfermeiro tem seis ou menos doentes a seu cargo a mortalidade reduz-se em 20 por cento”. Mas esta não é a realidade na maioria dos hospitais. Por isso, Ana Rita Cavaco aproveitou a oportunidade para convidar a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) a verificar estas situações e lembrou que “muitos enfermeiros estão em 'burn out'” e “são uns heróis a trabalhar nas condições em que trabalham”.