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SEF, GNR e PSP querem acesso a dados da Europol sobre jiadistas

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A União Europeia acredita que há pelo menos 3000 europeus a combater entre os jihadistas do Estado Islâmico

Reuters

PJ e secretas defendem que a partilha de informação deve ser limitada "à necessidade de conhecer", resistindo a dividir matéria sensível em investigação, como é a do terrorismo

Não partilhar informações com muitas instituições é uma estratégia comum, quando se trata de grandes investigações. Mas nem todas as forças policiais portuguesas concordam. Os chefes máximos da polícia, reunidos no Conselho Superior de Segurança Interna, querem tirar à PJ o acesso exclusivo à Europol e à Interpol, conta o "Diário de Notícias" esta terça-feira.

Com esta medida, as secretas e a PJ deixariam de ficara isoladas no sistemas de segurança interna, quanto à estratégia para prevenir e combater o terrorismo em Portugal. O "DN" conta que ambas defendem que a partilha de informação deve ser limitada "à necessidade de conhecer", resistindo a dividir matéria sensível em investigação, como é a do terrorismo.

Mas a PSP, GNR e o SEF não concordam. Estes reivindicam o acesso às informações que que só chegam à PJ e aos serviços de informação.

"Olhamos para os recentes atentados de Bruxelas e concluímos que se tivesse havido mais cruzamento e partilha de dados entre as polícias, possivelmente não teria acontecido o que aconteceu", disse um alto dirigente policial, crítico à atitude da PJ e dos Serviços de Informações, ao “DN”.

Este debate foi esta segunda-feira elevado ao mais alto nível, na reunião do Conselho Superior de Segurança Interna (CSSI), presidida pelo primeiro-ministro, António Costa. Para já, ainda nada ficou resolvido.