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Expresso

Sociedade

Mais de 50 mil professores em situação precária

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Rui Duarte Silva

Fenprof exige que seja transposta para a lei portuguesa a diretiva comunitária de 1999 que obriga a vincular ao terceiro contrato

Têm contratos a prazo ou nem isso. Recebem através de recibos verdes e cerca de 500 euros mensais. Segundo um levantamento realizado pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), mais de um quarto dos 200 mil professores portugueses estão em situação precária, revela o "Correio da Manhã" esta terça-feira.

Ao todo, são mais de 53 mil professores precários, do pré-escolar ao Ensino Superior. A Fenprof acusa a "norma-travão", introduzida pelo governo de Passos Coelho", que só permite aos professores ficarem vinculados a uma escola após cinco contratos sucessivos, de estar a criar novas situações de injustiça.

"É uma das classes com mais precariedade e mais envelhecida", afirmou Mário Nogueira, líder da Fenprof, responsabilizando os dois anteriores governos pela situação atual. Para Mário Nogueira, as alterações necessárias são simples: é que seja transposta para a lei portuguesa a diretiva comunitária de 1999 que obriga a vincular ao terceiro contrato.

A situação no Ensino Superior também não é particularmente sorridente. "A taxa de precariedade nas universidades é de 30% e nos politécnicos é de mais de 50%", afirmou Tiago Dias, dirigente da Fenprof, apontando a existência de mais de 7 mil professores precários nesse meio.