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PGR em silêncio sobre fim do prazo no caso Sócrates

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António José / Lusa

Terminou esta terça-feira o prazo para Rosário Teixeira dizer quanto tempo precisa para acabar a investigação do caso Sócrates. Advogados não foram notificados de nada e a PGR não diz se o procurador pediu mais tempo

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

A pergunta: a PGR pode informar quanto tempo mais pediu o procurador Rosário Teixeira para dar um despacho final na “Operação Marquês”? "Não temos qualquer informação a dar", foi a resposta dada ao longo de toda esta terça-feira pelo gabinete de Joana Marques Vidal.

Há três meses, a 22 de dezembro de 2015, o diretor do DCIAP, Amadeu Guerra, tinha dado um prazo de três meses ao procurador Rosário Teixeira para dizer quanto tempo precisava para acabar a investigação. Não se sabe se deu qualquer resposta. "Não recebemos nada", garante Pedro Delille, advogado do principal arguido do caso, o ex-primeiro-ministro José Sócrates. "Da última vez, a notificação demorou cinco dias a chegar."

Segundo várias fontes judiciais contactadas pelo Expresso, o procedimento normal nestes casos é que o procurador visado comunique diretamente com o superior hierárquico e é este que comunica a decisão aos arguidos. Ou seja: se tudo correu bem, Rosário Teixeira já disse a Amadeu Guerra quanto tempo precisa, e dentro de três dias os advogados dos arguidos irão ficar a saber. Isto se as férias da páscoa não se meterem pelo meio.

José Sócrates foi detido em novembro de 2014 sob fortes indícios da prática dos crimes de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal. Só saiu da cadeia nove meses depois porque a prova estava finalmente consolidada. Agora, um ano e quatro meses depois do caso rebentar, não há acusação, nem uma explicação. Só suspeitas.