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Luso-brasileiro detido em Lisboa fica em prisão preventiva a aguardar pedido de extradição

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PRESO. Raul Schmidt era procurado desde julho de 2015 por suspeita de pagar subornos a ex-diretores da Petrobras

d.r.

As autoridades brasileiras ainda não fizeram chegar a tribunal qualquer pedido de extradição, existindo apenas “detenção provisória por parte das entidades judiciárias do Brasil”

O Tribunal das Relação de Lisboas (TRL) determinou esta terça-feira como medida de coação a prisão preventiva do cidadão luso-brasileiro Raul Schmidt, detido em Lisboa na terça-feira pela PJ, no âmbito da operação Lava Jato.

Segundo o presidente do TRL, ainda não chegou ao tribunal qualquer pedido de extradição por parte das autoridades brasileiras, existindo apenas uma "detenção provisória por parte das entidades judiciárias do Brasil".

"Este processo fica a aguardar que o Estado brasileiro formule o pedido de extradição, tendo um prazo de 40 dias a partir da notificação", acrescentou Luís Vaz das Neves.

O presidente do TRL afirmou que a notificação ao Estado brasileiro foi feita hoje através da embaixada brasileira em Portugal.

"Se o pedido de extradição não for efetuado no prazo de 40 dias, como a própria convenção estabelece, cessa as medidas de coação", disse, adiantando que, findo este período, Raul Schmidt poderá ser libertado.

Luís Vaz das Neves explicou ainda que o Tribunal da Relação de Lisboa decidiu pela medida de coação de prisão preventiva, tendo em conta o perigo de fuga.

Segundo o presidente do TRL, Raul Schmidt está indiciado no âmbito da operação Lava Jato pelos crimes de corrupção, branqueamento de capitais com repercussão transnacional e associação criminosa.

Raul Schmidt, sócio de um antigo diretor da Petrobras, foi esta terça-feira ouvido pelo juiz desembargador Agostinho Torres que determinou a sua prisão preventiva, depois de ter sido detido na segunda-feira por suspeitas de corrupção e branqueamento, no cumprimento de uma carta rogatória da operação Lava Jato, que investiga crimes económico-financeiros no Brasil.

Em comunicado, a PJ explicou que "o detido foi investigado pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal do Brasil por ter agido como intermediário de operações da Petrobras que levaram ao recebimento indevido de comissões no valor de vários milhões de reais".

A operação Lava Jato, que começou em março de 2014 e já vai na 26.ª fase, investiga os casos de corrupção na Petrobras há mais de dois anos.