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Açores querem acabar com “desconfianças” e extinguir cargo de representante da República

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José Sena Goulão/Lusa

PS-Açores também pretende viabilizar candidaturas de cidadãos independentes ao Parlamento regional, via revisão constitucional, algo que em Portugal é exclusivo dos partidos políticos. Marcelo Rebelo de Sousa reconduziu representantes na semana passada, mas a nomeação pode ser de pouca dura

Autonomia e confiança: as duas palavras centrais na discussão que se avizinha. Marcelo Rebelo de Sousa, no início da semana passada, reconduziu Pedro Catarino e Ireneu Barreto como representantes da República para os Açores e para a Madeira, respetivamente. Mas segundo revela esta segunda-feira o “Público”, ambos podem vir a durar pouco tempo nesses lugares. O PS-Açores quer extinguir o cargo.

Vasco Cordeiro, chefe do Executivo açoreano, revelou aquando da visita de Marcelo, estar a trabalhar numa proposta de revisão constitucional que pretende protagonizar esta mudança.

“Tendo em conta o consenso generalizado que na região existe quanto à extinção do cargo de representante da República, julgo que o Presidente da República, com conhecimento deste facto, terá tido isso em conta e essa parece-me uma solução mais adequada e mais razoável, tendo em conta que, a prazo, se chegará a uma situação de extinção do cargo", reagiu o presidente do Governo açoriano à recondução de Pedro Catarino, lembra o "Público".

Esta não foi a primeira vez que Vasco Cordeiro se manifestou sobre esta questão. No ano passado, durante as comemorações do Dia dos Açores, já tinha afirmado que a existência de um representante da República nas regiões autónomas seria algo revelador de “desconfianças ou receios” sobre a autonomia.

Para além desta extinção, o PS-Açores pretende ainda viabilizar candidaturas de cidadãos independentes aos Parlamento regional, via revisão constitucional, algo que em Portugal é exclusivo dos partidos políticos.