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Advogado luxemburguês diz que Salgado nunca foi confrontado “com qualquer prova”

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luís barra

Representante legal de ex-presidente do BES no Luxemburgo reage a notícia do Expresso sobre o facto de processo-crime relacionado com o buraco na Espírito Santo International ter sido encerrado e enviado para Portugal

Num breve comunicado enviado ao Expresso, o advogado de Ricardo Salgado no Luxemburgo, François Prum, afirma que o antigo presidente do Banco Espírito Santo (BES) nunca foi confrontado “com qualquer prova” pela Justiça luxemburguesa ao longo dos 15 meses em que o Ministério Público local teve em curso um inquérito-crime sobre três sociedades através das quais a família Espírito Santo detinha o controlo da área financeira e da área não financeira do grupo batizado com o seu nome.

De acordo com o que o Expresso revela na edição impressa deste sábado, esse processo-crime foi encerrado e todos os elementos recolhidos foram enviados em outubro de 2015 para Portugal. “O Ministério Público decidiu encerrar o inquérito-crime sem proferir qualquer acusação contra o Dr. Ricardo Salgado”, sublinha François Prum.

O inquérito-crime luxemburguês foi aberto em junho de 2014. Em causa, estava uma alegada falsificação de contas que levou à ocultação de um passivo de 1,3 mil milhões de euros na Espírito Santo International (ESI), a holding que dominava, em simultâneo, o capital social da área financeira e da área não financeira do universo Espírito Santo.

Além da ESI, estavam sob investigação a Espírito Santo Financial Group e a Espírito Santo Control, a holding familiar que se encontrava no topo da estrutura em cascata com que os cinco ramos do clã liderado por Salgado mantinham o controlo sobre todas as empresas e bancos do grupo. As três sociedades tinham sede no Luxemburgo.