Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Escutas telefónicas aumentam. Mais de 15 mil em 2015

  • 333

Relatório Anual de Segurança Interna é revelado na próxima semana. Número de escutas aumentou em mais dois mil, face aos dois anos anteriores

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) foi o único órgão de polícia criminal que em 2015 não fez mais escutas que no ano anterior. Segundo os dados do Relatório Anual de Segurança Interna, que só será apresentado na próxima semana, mas ao qual o "Correio da Manhã" teve acesso, 15.441 alvos estiveram sob escuta em 2015, mais dois mil do que nos dois anos anteriores.

Por exemplo, a Autoridade Tributária (AT), na dependência das Finanças, quase triplicou o número de suspeitos sob escuta: em 2013 eram 52, mas em 2015 já foram 145. A maior parte dos suspeitos estavam envolvidos em casos de alegada fraude e de evasão fiscal, e terão estado sob investigação da equipa de Braga - parceira privilegiada do procurador Rosário Teixeira -, liderada pelo inspetor Paulo Silva. Um dos alvos desta equipa até 2014 foi José Sócrates.

A PSP foi outras das forças policiais que teve um aumento no recurso a escutas telefónicas: 6629 em 2015 contra 4989 em 2014.

Já no âmbito da criminalidade económica, a Polícia Judiciária teve um aumento desproporcional com todos os registos históricos. Arrestou 765 imóveis, contra 25 em 2014. Estes, que estão provisoriamente à guarda do Estado enquanto decorrem as investigações, estão avaliados em cerca de 180 milhões de euros. Um dos principais responsáveis por este aumento foi o caso BES, escreve o “CM”.