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Sorria: este é um ano cheio de feriados e pontes

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O ano bissexto de 2016 oferece várias hipóteses de miniférias - nomeadamente através das pontes. Marcelo Rebelo de Sousa anunciou que vai promulgar esta sexta-feira a reposição dos quatro feriados que foram abolidos por ordem da troika

Este ano começou da melhor maneira para quem aprecia uma boa pausa – com um fim de semana prolongado. O dia de Ano Novo foi assinalado a uma sexta-feira, possibilitando a primeira ponte de 2016. Mas há em perspetiva várias outras possibilidades de pontes ao longo do ano: diretas e indiretas, ou seja, aquelas que permitem meter um dia de férias pelo meio de forma a prolongar os dias de descanso.

Só em dois dos 12 meses é que os portugueses não vão ter direito a pelo menos um feriado – julho e setembro não têm dias de gazeta além dos sábados e domingos. Ao todo, serão 13 feriados – com a reposição dos quatro feriados abolidos pelo anterior Governo, que será promulgada esta sexta-feira prlo novo Presidente da República – ou 14 dias de pausa, se contarmos com a tolerância de ponto do Carnaval.

Cinco feriados vão dar origem a fins de semana prolongados e outros cinco podem permitir fazer pontes. Olhando para o calendário, em fevereiro tivemos o Carnaval no dia 9 – como sempre a uma terça-feira, o que abriu a porta a quatro dias de descanso.

A Páscoa vai ser já na semana que vem, no dia 27 de março e a sexta-feira santa dois dias antes. No mês seguinte, o feriado comemorativo da Revolução de Abril, no dia 25, calha a uma segunda-feira, permitindo outra ponte, apesar do feriado do 1.º de Maio ser no domingo seguinte.

Ainda em maio, o feriado do Corpo de Deus, na quinta-feira dia 26, possibilita outra ponte indireta.

Olhando para o calendário, o 10 de Junho, Dia de Portugal, Camões e das Comunidades, calha a uma sexta-feira, permitindo uma pausa de mais três dias a antecipar o verão. Os lisboetas terão ainda um fim de semana maior, já que o feriado municipal de Santo António se celebra na segunda-feira seguinte.

Tiago Pereira Santos

Em agosto, o feriado de 15 de agosto, dia de Nossa Senhora da Assunção, calha simpaticamente numa segunda-feira.

Depois, segue-se o de 5 de Outubro, que assinala a Implantação da República: calha numa quarta-feira, o que possibilita uma pausa a meio da semana de trabalho ou uma nova ponte com a ajuda de dois dias de férias.

Em novembro, com o regresso do feriado de Todos os Santos haverá outro fim de semana prolongado, uma vez que o dia 1 se assinala este ano a uma terça-feira.

No último mês do ano, o dia de Natal calha num domingo. Nada feito, portanto, nessa data específica. Mas em dezembro a reposição do feriado da Restauração da Independência (dia 1) junta-se de novo à comemoração religiosa da Imaculada Conceição (dia 8), este ano ambas a uma quinta-feira, o que ajudará a mais duas pontes indiretas.

Estes serão os feriados nacionais, mas os portugueses poderão ainda usufruir dos respetivos feriados municipais. Em Lisboa, com já dissemos, o dia de Santo António é a uma segunda-feira, e no Porto o dia de São João calha a uma sexta-feira.

Este ano bissexto e a reposição dos feriados retirados pela troika vão ajudar os portugueses a matar saudades das pontes.

[Atualização de texto publicado originalmente a 5 de janeiro de 2016]

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