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Roubini: “UE e a zona euro poderão estar na origem de uma crise financeira mundial”

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O economista Nouriel Roubini

Economista diz que os bancos europeus estão “fragilizados” e que a crise migratória pode levar ao fim do Acordo de Schengen

"A União Europeia e a zona euro poderão estar na origem de uma crise financeira mundial este ano. Os bancos europeus estão fragilizados. A crise migratória poderá levar ao fim do Acordo de Schengen e (a par com outros problemas internos) ao fim do Governo da chanceler alemã Angela Merkel."

As palavras do economista americano Nouriel Roubini são conhecidas nos meios financeiros pelo seu sentido trágico, onde ganhou o apelido de "Dr. Doom". Num artigo de opinião (ou previsão, dependendo da perspetiva) para o Project Syndicate, com o título "Um regresso a 2008?", Roubini especula sobre os responsáveis da próxima crise financeira mundial. A União Europeia e a zona euro são uma delas. (É possível ler o artigo em português, no "Jornal de Negócios desta quarta-feira.)

A resposta do economista à questão que coloca no título do artigo é "um franco não", escreve. Contudo, Roubini indica que há sete fontes de risco extremo a nível mundial: "A crise na zona euro, o 'taper tantrum' da Fed [quando a Reserva Federal norte-americana anunciou, no verão de 2013, uma redução da compra de obrigações, no âmbito do programa de estímulos à economia, os mercados reagiram com um aumento dos juros da dívida], a possível saída da Grécia da zona euro e a aterragem económica brusca na China."

Roubini destaca também ser "cada vez mais provável que o Reino Unido saia da União Europeia." E com o governo grego e os seus credores em "rota de colisão", o risco de saída da Grécia também pode regressar. Ao mesmo tempo, os partidos populistas da direita e de esquerda estão a ganhar força em toda a Europa, escreve.