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Quantos professores estão de baixa? Nem o ministério da Educação sabe

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Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação

PEDRO NUNES / LUSA

Desde 2008 que estes dados não são compilados pelo ministério da Educação. Gabinete do ministro remete responsabilidades para o anterior governo

O ministério da Educação não tem dados relativos às faltas ou pedidos de baixa dos professores desde 2008, revela o “Jornal de Notícias” esta quarta-feira. O gabinete do ministro da tutela Tiago Brandão Rodrigues remete responsabilidades para o anterior Governo.

Confrontado pelo “JN”, o ministério da Educação admite que essa “análise estatística" estava em falta. Até este momento, os salários dos professores são processados com as faltas, por cada instituição, mas essa informação não é centralizada no Ministério. Já o controlo destas ausênciascabe às instituições escolares, diz o Ministério da Educação.

"O apuramento e consolidação de informação de qualidade e de valor comparável exige uma análise mais rigorosa ao final de cada ano letivo. Não nos podemos pronunciar pelas escolhas feitas pelo anterior Executivo relativamente à realização dessa análise, no entanto, consideramos que essa é uma análise estatística que deve ser apurada", lê-se na resposta escrita do gabinete de Tiago Brandão Rodrigues, enviada por email ao "Jornal de Notícias".

Para muitas escolas, o maior problema desta situação surge quando são obrigadas a recorrer à Bolsa de Contratação das Escolas (BCE). A espera por um professor substituto pode chegar aos 21 dias.