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Quer deixar de fumar? Seja radical, aconselha novo estudo

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Rui Duarte Silva

Estudo britânico concluiu que quem deixa de fumar de repente tem mais probabilidades de manter a decisão do que quem o faz de forma gradual

A melhor solução para deixar de fumar é mesmo desistir de uma vez, sem concessões ou desculpas. Pelo menos esta é a conclusão de um novo estudo desenvolvido pela associação British Heart Foundation e divulgado esta terça-feira pela BBC.

Para chegar a esta conclusão, os investigadores dividiram os cerca de 700 voluntários britânicos em dois grupos: um deles deveria deixar de fumar de forma abrupta, e o outro faria o mesmo mas de forma gradual. Todos os participantes tiveram durante este período acesso gratuito a aconselhamento, terapia de apoio e adesivos de nicotina.

Os resultados são claros: meio ano após o início da experiência, 22% dos antigos fumadores que deixaram o vício de forma abrupta continuam sem fumar. No outro grupo, apenas 15% continuam a resistir à tentação.

O serviço de saúde pública no Reino Unido também contribuiu para este estudo com algumas dicas. Quem quiser deixar de fumar deve escolher uma data conveniente para começar e não voltar atrás, nem sequer para fumar apenas um aparentemente inocente cigarro. O serviço aconselha: "Sempre que se sentir em dificuldades diga para si próprio 'não vou fumar nem um bocadinho' e resista até essa vontade passar".

A investigadora que liderou o estudo, Nicola Lindson-Hawley, da Universidade de Oxford, explica à BBC que "a diferença entre as tentativas de deixar de fumar acentua-se porque as pessoas têm dificuldades em diminuir o número de cigarros que fumam. Isso afigura-se como uma tarefa extra", pelo que ser radical pode trazer melhores resultados.

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