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Governo de Costa afasta um terço dos dirigentes do IEFP

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Marcos Borga

Em causa estão cargos relevantes, como os diretores dos grandes centros de emprego – Lisboa e Porto –, e outros coordenadores regionais. Governo justifica dispensa devido à necessidade de “imprimir uma nova orientação à gestão dos serviços”

Desde que o Governo de António Costa chegou ao poder, cerca de um terço dos dirigentes do Instituto do Emprego e Formação Profissional foram afastados, com base na necessidade de “imprimir uma nova orientação à gestão dos serviços”. O número de dirigentes dispensados ronda uma centena de pessoas, conta o “Jornal de Negócios” esta segunda-feira.

Em causa estão cargos relevantes, como os diretores dos grandes centros de emprego – Lisboa e Porto –, e outros coordenadores regionais. Segundo a contagem feita pelo “Negócios”, com base em publicações no “Diário da República”, desde o dia 7 de março, já foi anunciada o fim de comissão de serviço de 61 pessoas. Mas estes números ainda não são finais.

De acordo com a ata da reunião do Conselho Directivo de 19 de Fevereiro, a que o “Jornal de Negócios” teve acesso, foi aprovada a proposta de substituição de 107 dirigentes, cerca de um terço do total – 15 foram nomeados para outros lugares de chefia.

Quase todos os dirigentes dispensados tinham uma comissão de serviço por três anos – na maioria dos casos, tinham dado início às suas funções em 2015. No documento de informação interna a que o “Negócios” teve acesso, lê-se que “não está em causa uma avaliação do desempenho pessoal”, mas antes “a necessidade de imprimir uma nova dinâmica à prossecução das prioridades na política de emprego.