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ModaLisboa. O primeiro dos três dias recheados de purpurinas, saltos altos e novas tendências

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O desfile de David Ferreira, da plataforma Sangue Novo

JOSE SENA GOULAO/ EPA

É a 25ª edição do evento que junta pesos pesados da indústria da moda em Lisboa, para a apresentação de novas tendências e partilha de experiências entre os criadores, produtores e os consumidores, como se fosse um “beijo”

“Beijo” - este é o tema da 25ª edição da ModaLisboa, evento que junta designers nacionais e internacionais na capital portuguesa durante três dias, para mostrar as tendências e as novidades do mundo da moda. Porquê o beijo? Pois bem, segundo a organização, o ósculo foi escolhido porque representa a “inspiração” e o “amor” no ato da “criação” artística e é um símbolo de “partilha”, elemento essencial nesta área.

As portas abriram esta sexta-feira com o desfile “Sangue Novo”, plataforma de apresentação do trabalho de jovens designers, e contou com as coleções de Patrick de Pádua, Carolina Machado, Tânia Nicole, Rúben Damásio, Inês Duvale, Tiago Loureiro (marca Banda), Sara Santos, David Catalán, Cristina Real e Carolina Machado.

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Dois destes jovens designers foram premiados pelo júri, composto pelos pesos pesados da indústria nacional: Eduarda Abbondanza (presidente da ModaLisboa), Alexandra Moura (designer de moda), Ana Campos (diretora de moda da Vogue), Anabela Becho (investigadora e curador de moda), Francisca Maltez (buyer da ComCor) e Alberto Caselli (diretor de moda da Sport&Street).

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Os escolhidos foram Patrick de Pádua, com a sua coleção “On The Hunt” (metáfora para a busca de algo que complete o indivíduo), que tem agora a possibilidade de integrar a plataforma LAB e de colocar as suas roupas à venda na loja ComCor Lisboa. E David Catalán, que irá representar Portugal na próxima edição do FashionClash, em Maastricht, com “Club Ska 67”, uma coleção de “reinterpretação de duas culturas urbanas”, a Suedehead e a Skinhead.

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“Este é um eventos que faz a indústria da moda portuguesa avançar”, conta ao Expresso Tiago Loureiro, um dos jovens designers e fundador da marca Banda, após o desfile. “‘Sangue Novo’ é como uma lufada de ar fresco que aumenta a competitividade”, diz Tiago, mas lamenta que "apesar de a ModaLisboa contar já com 25 edições, a moda portuguesa ainda esteja numa fase embrionária aos olhos da indústria internacional”. É a quarta vez que participa no evento e, segundo a sua experiência, há cada vez uma maior profissionalização dos designers, mas estes acabam por desistir do circuito nacional e centram-se lá fora, “que é onde estão os compradores e os investidores”.

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Além dos desfiles, a ModaLisboa tem a “Wonder Room”, uma tenda situada na Praça do Município recheada de coleções exclusivas de marcas nacionais emergentes. Há de tudo: óculos de sol, bonecos personalizáveis, roupa, sapatos, produtos de barbear, cadernos, e, acima de tudo, diversão garantida.

O trabalho de João Telmo, encenador e figurinista, “Gineceu Androceu”, apresenta a inversão do género através da roupa, e está disponível entre as 14h e as 22h durante este fim de semana nos Paços do Concelho.A fotografia é de Telmo Pereira.

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O desfile das novas joias e acessórios de Valentim Quaresma foi um dos esperados desta sexta-feira, mas os restantes dois dias trazem outros nomes que causam igual ansiedade e excitação entre os amantes da moda. Este sábado os desfiles iniciam-se às 15h, com coleção de Olga Noronha, e seguem com os trabalhos mais recentes de Ricardo Andrez, Rose Palhares, Christophe Sauvat, Pedro Pedro, Alexandra Moura, Carlos Gil e Miguel Vieira.

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