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Marcelo diz que é “simbólico” terminar cerimónias de posse no Porto

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José Sena Goulão/Lusa

Presidente da República afirma que o “Porto é futuro” e um exemplo de “dinamismo” cultural. No fecho das cerimónias da sua tomada de posse, Marcelo Rebelo de Sousa irá visitar o bairro do Cerco, um dos mais problemáticos da Invicta

"Terminar no Porto as cerimónias de posse iniciadas em Lisboa é uma homenagem simbólica à cidade." Tal como tinha prometido, Marcelo Rebelo de Sousa não quer ser um Presidente centralizado na capital. E mais uma vez volta a usar do seu capital simbólico. Em declarações exclusivas ao "Jornal de Notícias" esta sexta-feira, o novo Presidente da República afirma que o "Porto é futuro". É um exemplo de "dinamismo, inovação, cultura e ciência", diz.

Marcelo Rebelo de Sousa termina esta sexta-feira as comemorações da tomada de posse no bairro do Cerco, no Porto. Este bairro, conhecido na cidade por ser problemático, não era visitado por um Presidente desde Américo Thomaz.

Segundo o jornal "Público", o bairro do Cerco do Porto tem 34 blocos, 892 casas e 835 famílias. Ao todo, são 2074 habitantes. Destes, 650 não têm rendimentos oriundos do trabalho. Mas há também 354 que declaram um rendimento mensal inferior ao do salário mínimo.

Um dia preenchido

Na primeira vez em que um Presidente da República estende ao Porto as formalidades ligadas à sua tomada de posse, Marcelo Rebelo de Sousa é recebido oficialmente na Câmara do Porto, onde discursa pelas 11h30, vai à Galeria Municipal para ver a exposição “P. – uma homenagem a Paulo Cunha e Silva, por extenso” e assiste a uma exibição de hip hop no bairro do Cerco, onde também visitará um centro de dia.

Depois de almoço, pelas 14h30 o novo Presidente percorre a pé um curto trajeto no interior do Palácio de Cristal, entre a Casa do Roseiral e a Biblioteca Almeida Garrett, onde fica a Galeria Municipal. Neste espaço está, em fase final de montagem a exposição que inaugura este sábado dedicada a Paulo Cunha e Silva, o vereador da Cultura que morreu inesperadamente em novembro de 2015.

Pelas 15h30, Marcelo é esperado no bairro municipal do Cerco, na zona oriental da Invicta, deslocando-se a pé até ao largo dos Afetos, onde vai visitar um centro de dia e assistir a uma exibição do projeto OUPA, resultado de uma residência artística de quatro meses com jovens daquele complexo habitacional.

Liderada pela rapper Capicua, pela psicóloga Gisela Borges, pelo músico André Tentúgal e pelo videasta Vasco Mendes, a iniciativa integra o programa municipal Cultura em Expansão, desenhado por Paulo Cunha e Silva para zonas socialmente fragilizadas da cidade.