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Empresário recebe dinheiro para despoluir rio que é suspeito de contaminar

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Gaspar Borges, vice-presidente do Sporting Clube de Braga, é dono da pedreira Nicolau de Macedo e também o responsável pelo Sistema Integrado de Despoluição do Vale do Ave

Eis uma notícia redonda: as águas do rio Ave aparecem muitas brancas devido a descargas ilegais. Esta quarta-feira voltou a acontecer. E o principal suspeito dessa poluição é também o responsável pela sua limpeza.

Gaspar Borges, vice-presidente do Sporting de Braga, é dono da pedreira Nicolau de Macedo, que segundo revela esta quinta-feira o "Jornal de Notícias" é a que tem mais autos de notícia e contraordenação levantados pela GNR na sequência de descargas no rio Ave. Acontece,porém, que Gaspar Borges é também o responsável pelo Sistema Integrado de Despoluição do Vale do Ave (SIDVA), que recebe milhões de euros das empresas daquela bacia hidrográfica para tratar as águas residuais das indústrias.

Tudo isto já seria estranho, não fosse o caso de a pedreira de Gaspar Barbosa Borges ser também o principal suspeito destas descargas ilegais. Segundo o "JN", a responsabilidade de Gaspar Borges nas empresas que despoluem é feita através da construtora ABB. Esta, em 2008, adquiriu a Aquapor, que tem a concessão do tratamento de águas para vários municípios.

Esta concessão significa a exploração das três estações de resíduos do Ave e a cobrança, a todas as indústrias ali ligadas, de 56 cêntimos por cada mil litros de água suja tratada.

A pedreira Nicolau de Macedo, em setembro do ano passado, esteve proibida de cortar pedra, após ter feito grandes descargas ilegais. Neste momento, existe um processo criminal a decorrer no tribunal de Guimarães.