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Autoridades portuguesas já têm acesso à lista de 22 mil jiadistas

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Mário Cruz / Lusa

Jiadista arrependido entregou à Sky News a lista, que terá sido roubada a um polícia do Daesh. Documentos contêm informação detalhada sobre os terroristas, incluindo nacionalidade e locais de passagem. Governo português já teve acesso a estes ficheiros

A ministra da Administração Interna confirma que as autoridades portuguesas estão a trabalhar com as congéneres de outros países para analisar a veracidade e o conteúdo da lista de 22 mil nomes ligados ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

“Neste momento, a informação que tenho é que as autoridades portuguesas têm acesso a essa lista e estão neste momento a analisá-la”, disse Constança Urbano de Sousa na tarde desta quinta-feira, em Bruxelas.

A ministra, que participava numa reunião do Conselho, adiantou que o assunto da lista não causou “alarido” no encontro de ministros da Administração Interna, reunidos para discutir a crise de refugiados e o fim da rota dos Balcãs. Questionada sobre a presença de nomes portugueses na lista, Constança Urbano de Sousa explicou que não era de esperar novidades.

“Todos sabemos que existem alguns nomes de lusodescendentes que aderiram às fileiras do Daesh e que estão perfeitamente monitorizados pelas nossas autoridades, e aí não há nenhuma novidades que possamos esperar”, concluiu.

Os documentos em questão são questionários de 23 perguntas com as respetivas respostas de cada aspirante a recruta. Dessas respostas constam dados como os nomes, data e local de nascimento, cidade onde habitavam antes de se juntarem à Jihad, número de telefone, grau académico e tipo sanguíneo. Não é para já certo se há cidadãos portugueses entre os mais de 22 mil nomes.