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Sociedade

Sindicato da PSP ameaça com protestos para exigir promoção de 550 polícias

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Ana Baião

Os 500 agentes e 50 chefes estão à espera da conclusão do concurso de promoção desde setembro de 2014. No caso dos agentes, que passam a agente principal, a progressão na carreira envolve um aumento salarial de aproximadamente 250€

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) ameaçou esta segunda-feira fazer ações de protesto, caso o Governo não promova, nos próximos dias, os mais de 500 polícias que esperam, quase há dois anos, pela conclusão do concurso.

Segundo a ASPP, cerca de 500 agentes e 50 chefes aguardam, desde setembro de 2014, pela conclusão do concurso de promoção a agente principal e chefe principal.

"Passado este longo período de atrasos e de muita argumentação para a justificação desta espera, que continua sem fim à vista, a ASPP/PSP exige ao Governo que ponha fim a esta situação, que tem resultado em grandes prejuízos", adianta o sindicato, em comunicado.

Nesse sentido, e "caso nos próximos dias este problema não seja resolvido", a ASPP anuncia que "não terá outra alternativa que não seja desenvolver ações de protesto".

Também na semana passada, o Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) pediu esclarecimentos ao Ministério da Administração Interna (MAI) sobre os atrasos nas promoções dos mais de 500 polícias.

O presidente do SINAPOL, Armando Ferreira, disse à agência Lusa que "nunca um processo" de promoção demorou tanto tempo como este, afirmando que, desde 1 de dezembro de 2015, com a entrada em vigor do novo estatuto, cabe à ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, promover os polícias.

De acordo com o presidente do SINAPOL, a promoção de agente para agente principal envolve um aumento de cerca de 250 euros.

Além dos mais de 500 agentes e chefes, estão também à espera para serem promovidos a comissário 44 subcomissários.