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Crime do Algarve. Polícia brasileira ainda não foi contactada por Portugal

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Luís Forra/ Lusa

Padrasto do jovem assassinado em Portimão fugiu para o Brasil. É suspeito do crime

A fuga para o Brasil do padrasto do jovem assassinado em Portimão é uma das dores de cabeça dos investigadores da Polícia Judiciária. O homem de 43 anos, que é o principal suspeito do crime, saiu de Portugal no início da semana passada, na mesma altura do desaparecimento de Rodrigo Lapa, de 15 anos. Mas até ao momento a PJ não pediu ajuda às autoridades brasileiras. "Por enquanto, não fomos contactados pelos canais oficiais", disse ao Expresso uma fonte da Polícia Federal.

Em casos como este, se um cidadão brasileiro se encontrar num outro país, como Portugal, "responde pelo crime normalmente". Se estiver no Brasil, como é o caso do suspeito que tem nacionalidade brasileira mas naturalizou-se português, "a justiça brasileira teria que ser acionada para que ele responda por aqui, já que a nossa constituição não permite a extradição de nacionais", acrescenta o mesmo responsável. O Expresso contactou o padrasto do jovem assassinado via Facebook mas não obteve qualquer resposta.

Esta manhã, a mãe de Rodrigo Lapa viu-lhe ser retirada a bebé pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ). As autoridades pretendem deste modo proteger a menor de um ambiente "que lhe pode ser prejudicial".

A medida é à partida provisória, pelo menos enquanto decorre a investigação ao caso, que parece estar longe do fim. Os inspetores estão a tentar perceber se a mulher teve ou não conhecimento da morte do filho mais velho antes de o corpo ter sido encontrado na última quarta-feira, a cem metros da casa onde vive. Nos últimos dois dias já foi interrogada diversas vezes pela PJ, mas uma fonte da investigação garante que ela "é testemunha".

Entretanto, esta tarde, o Instituto Nacional de Medicina Legal enviou um comunicado em que explica que no caso da autópsia ao corpo do jovem de 15 anos , "os médicos legistas determinaram – como sucede frequentemente – a realização de exames complementares de diversa ordem, pelo que é precoce retirar quaisquer conclusões até que esses estudos estejam realizados e o relatório de autópsia concluído." Esta autópsia estará finalizada num prazo entre seis a oito semanas.