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Passos garante que nunca convidou portugueses a emigrar

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Presidente do PSD esteve esta manhã numa escola da Amadora, no âmbito da campanha para a recandidatura à liderança do partido. E disse aos alunos que “se estivesse no Governo, estava a bombar para que a crise ficasse cada vez mais para trás”

Pedro Passos Coelho afirma que se estivesse a governar estaria "a bombar para que a crise ficasse cada vez mais para trás" e critica quem, no debate político, perde tempo a insultar.

"Estamos a recuperar da crise e eu, se estivesse no Governo, estava a bombar para que a crise ficasse cada vez mais para trás e nós pudéssemos crescer para criar mais ainda oportunidades de emprego para aqueles que ainda não têm", afirmou Passos Coelho, que respondia a alunos na Escola Secundária Azeredo Neves, na Amadora, numa sessão no âmbito do projeto "Parlamento dos jovens", cujo tema era "as desigualdades entre o litoral e o interior".

Escolhendo o desemprego como tema da primeira pergunta, um dos estudantes perguntou ao antigo primeiro-ministro se, caso estivesse no Governo, "essas desigualdades seriam finalmente resolvidas ou se iria aconselhar a emigrar mais uma vez", suscitando aplausos e risos na plateia.

Passos Coelho agradeceu a pergunta e disse que "ao contrário do que está vulgarizado", nunca convidou ninguém a procurar emprego noutros países, mas aproveitou também para advertir que "Portugal foi sempre um país de emigração e a última coisa" que se deve fazer é "criar um estigma para as pessoas que emigram".

O deputado social-democrata e recandidato à presidência do PSD, reclamou ter "resolvido parte dos problemas" enquanto foi primeiro-ministro, apontando os impactos da crise económica e financeira nas empresas, nas famílias e na criação de emprego que, frisou, está a baixar desde que atingiu um pico em janeiro de 2013.

Passos Coelho incentivou os jovens a participar civicamente e na política, e a questionarem-se como pode o país resolver os seus problemas, advertindo contra formas "fáceis e demagógicas" de fazer política e contra os políticos que perdem tempo a acusarem-se mutuamente.

"Muitas vezes a gente quando assiste ao debate político dá impressão de que as pessoas estão mais preocupadas em acusar-se e insultar-se do que dizer como é que se resolvem os problemas", considerou.

"Quando os políticos não sabem como é que se resolvem os problemas, arranjam uma discussão ao lado para que ninguém esteja a discutir o problema e se distraia com outras coisas. E assim falamos da gravata deste, do que o outro disse, duma coisa que aconteceu ou não aconteceu (...) e assim vamos passando os nossos dias, semanas e anos, sem saber quais são as soluções", prosseguiu.

Passos Coelho considerou que a resolução dos problemas deve "atender à realidade e às condições que existem", e frisando que "sem debater os problemas" de forma séria "é muito difícil chegar a um entendimento".