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Testamento vital: 2000 portugueses prepararam documento

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Muitos portugueses não conhecem os cuidados paliativos prestados a doentes terminais

Ana Baião

Até ao início de fevereiro, 2138 portugueses fizeram o Testamento Vital. Vítor Veloso, presidente da Liga Nacional contra o Cancro, afirma que as "pessoas mais novas reveem-se no testamento vital, mas as mais velhas não"

O debate sobre a eutanásia e o suicídio assistido, que tem fragmentado opiniões dentro da sociedade portuguesa, quer responder à questão se podemos, devemos e temos capacidade para escolher “quando morrer”. Há pouco mais de ano e meio, os portugueses passaram a poder escolher “como morrer”, com a chegada do testamento vital.

Até ao final de 2015, conta o “Jornal de Notícias” desta sexta-feira, foram validados 2052 documentos, segundo os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde. Passado um mês, o total já era de 2138. Vítor Veloso, presidente da Liga Nacional contra o Cancro, afirmou, ao "JN", que esta possibilidade tem pouca expressão junto dos doentes. "As pessoas mais novas reveem-se no testamento vital, mas as mais velhas não", disse.

A notícia já tinha sido avançada na edição do Expresso Diário de 12 de fevereiro, em que se acrescentava que seis portugueses por dia decidem como será a sua morte.

Com o recurso a este documento, qualquer cidadão pode expressar a que tratamentos aceita ser submetido se ficar impossibilitado de decidir. É possível fazer o download do documento na internet ou, então, pode pedi-lo no balcão de uma instituição do Serviço Nacional de Saúde.

A única condição é que o utente assine o documento na presença de um funcionário da instituição e apresente o seu documento de identificação. Poderá também recorrer a um notário, mas os custos da autentificação ficarão da parte do utente.