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Estudantes internacionais batem número recorde na Universidade do Porto

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Reitor Sebastião Feyo de Azevedo deu as boas vindas a mais 700 estudantes numa cerimónia de receção na reitoria da instituição

Cláudia Lopes

São ao todo 2019 estudantes, provenientes de 91 países, a frequentar a Universidade do Porto este ano letivo. Aos 1319 do semestre passado juntam-se agora para o segundo semestre mais 700 alunos, que no total perfazem um número recorde de estudantes estrangeiros recebidos durante um ano letivo na universidade.

Para Maria de Fátima Marinho, vice-reitora para as Relações externas e cultura, esta procura por parte de alunos internacionais apenas confirma “o prestígio da Universidade do Porto”, que “se encontra entre as melhores universidades da Europa e do mundo”. Quanto ao impacto social destes projetos de intercâmbio, a vice-reitora salienta que a “partilha de culturas, de saberes e modos de estar é muito importante para a construção de uma cidadania ativa e consciente”.

Entre os recém-chegados estudantes, maioritariamente oriundos de países da Europa, encontram-se também aqueles que chegam da Coreia do Sul, Porto Rico, México, Macau, Senegal e Israel. É o caso da sul-coreana Boram Lee, para quem a questão económica teve peso na escolha da cidade. “Estou a estudar Inglês mas os países de língua inglesa são muito caros para viver. Por isso tentei escolher um país europeu que fosse mais barato. Uma amiga minha tinha-me falado da boa atmosfera da cidade do Porto, e como o custo de vida não era elevado, decidi vir para cá.”

Os alunos viajam para a cidade ao abrigo de programas de mobilidade. São exemplo os protocolos bilaterais que a UP tem com múltiplas instituições de ensino brasileiras. Essa uma das razões para que o país mais representado neste ano letivo seja o Brasil, com 726 alunos. Foi precisamente devido a uma parceria entre a universidade brasileira onde estudava e a Universidade do Porto, que Miler Farias conseguiu uma vaga na Faculdade de Belas Artes. Antigo aluno de publicidade, vai agora estudar design de comunicação e espera “aprender coisas novas que no Brasil não aprenderia.”

Já Gregory Lago, que também viu a sua vinda para o Porto ser facilitada por um protocolo entre universidades, espera que este intercâmbio lhe traga “novas experiências culturais”. “Quando se é colocado fora do quotidiano, numa situação completamente diferente, isso amplia o nosso universo pessoal”, explica o estudante.

O segundo e o terceiro lugares dos países mais representados neste ano letivo vão para Espanha e Itália, ambos ao abrigo do programa Erasmus, que foi alargado a países extraeuropeus através do programa Erasmus Mundus. Consequentemente, estudantes do Azerbaijão, Ilhas Fiji, Zimbabwe, Namíbia e Paquistão, marcam também presença na Universidade do Porto.

No total, o número de estudantes estrangeiros nesta instituição de ensino é superior a 4100, pois aos 2019 deste ano letivo, juntam-se os mais de 2100 alunos e investigadores que vieram para a universidade em anos anteriores e que aqui decidiram ficar a completar o curso ou a trabalhar em investigação científica.