Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Portugueses têm de reduzir sal diário para metade

  • 333

Cuidado com o sal: um ovo estrelado não precisa dele para seduzir o paladar

GETTY

Relatório agora divulgado traz um indicador positivo e um alerta: óbitos devido a problemas cardiovasculares diminuíram (e há um indicador-recorde), mas o sal é para cortar pela metade

Pela primeira vez em Portugal, o peso relativo das doenças do aparelho circulatório ficou abaixo de 30%, de acordo com os dados divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS). O relatório "Portugal - doenças Cérebro-Cardiovasculares em Números 2015" demonstra que o país está a cumprir as metas definidas, alcançando mesmo melhores resultados do que a média europeia no caso dos enfartes ou doenças isquémicas cardíacas.

Mas apesar da melhoria dos indicadores, as doenças cardiovasculares continuam a ser a principal causa de óbitos em Portugal. E, para reverter esta situação, os portugueses terão de cortar para metade o consumo diário de sal, como sublinhou o director-geral da Saúde, Francisco George, na conferência de imprensa para divulgar os dados relativos às denças cardiovasculares, lembrando ainda que 40% dos adultos em Portugal sofrem de hipertensão.

O panorama é de uma evolução positiva, mas é necessário melhorar o desempenho das unidades de saúde no que respeita às doenças cardiovasculares (AVC), em que o desempenho de Portugal ainda se encontra abaixo do generalidade dos países europeus. Para melhorar a situação está ser ultimado um projeto-piloto que passa pela possibilidade de os doentes agendarem a realização de eletrocardiogramas nos centros de saúde. Os primeiros passos serão dados em Lisboa ainda durante este semestre. "Temos de focar a nossa atenção nos AVC", refere Rui Cruz Ferreira, diretor do programa nacional para as doenças cérebro-cardiovasculares.

Também será repensado o sistema de "via verde" para os doentes com AVC, de forma a melhorar o acesso destes de forma urgente às unidades hospitalares de referências. Isto porque, como explica o secretário de estado-adjunto da Saúde, Fernando Araújo, "ainda existem disparidades nos resultados entre as regiões do país", com destaque para os piores desempenhos de Alentejo e Algarve.