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Advogado do vice-presidente de Angola constituído arguido na Operação Fizz

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d.r.

Paulo Blanco afirma que esta é uma tese “absurda e completamente disparatada”. Segundo o “Correio da Manhã”, o advogado foi o “correio” do vice-presidente de Angola para pagar as “luvas” a Orlando Figueira

Existe um novo nome associado à Operação Fizz: Paulo Blanco, advogado que representa Manuel Vicente, vice-presidente de Angola, foi constituído arguido por corrupção ativa.

Segundo o "Correio da Manhã" desta quinta-feira, o advogado é suspeito de ter sido o "correio" do pagamento de 200 mil euros –a primeira tranche de um montante total de um milhão de euros –ao procurador Orlando Figueira, por parte do vice-presidente de Angola, em "troca" do arquivamento de um processo judicial.

Paulo Blanco, em declarações ao "CM", diz que esta é uma tese "absurda e completamente disparatada". "Nego perentoriamente", afirma.

No processo em causa estava a ser investigada a compra de um apartamento no empreendimento Estoril Sol Residence, avaliado em 3,8 milhões de euros. De acordo com o advogado, o vice-presidente de Angola demonstrou que tinha capacidade económica para comprar pelo menos dois apartamentos de igual valor. Foi essa capacidade que levou a que o procurador arquivasse o processo.

"Não temos nada a ver com o que o dr. Orlando Figueira possa ter feito e esperamos que ele esclareça tudo", diz o advogado ao mesmo matutino.

Do DCIAP para o sector privado

Tal como o Expresso já tinha noticiado esta semana, a Operação Fizz teve origem numa denúncia anónima enviada para o Ministério Público.

Orlando Figueira, após a sua saída polémica do DCIAP em 2012, terá aberto uma conta numa filial de um banco angolano em Lisboa, através do qual recebeu dezenas de milhares de euros. Isto aconteceu precisamente na altura em que decidiu pedir uma licença sem vencimento e ir trabalhar para o sector privado, deixando a meio investigações que tinha em curso relacionadas com algumas figuras de Angola.