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Taxistas conseguem reunião com o governo após protesto de 5 horas contra a Uber

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JOSÉ CARIA

Manifestação de taxistas contra a Uber já terminou no aeroporto da Portela, em Lisboa. Em S. Bento, os presidentes da ANTRAL e da FPT foram ouvidos pelo assessor do primeiro-ministro para a segurança interna. Governo garante que irá reunir-se com os representantes do sector ainda esta semana

Liliana Coelho

Liliana Coelho

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Jornalista

José Caria

José Caria

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Fotojornalista

Os taxistas que estiveram em protesto esta quarta-feira contra a Uber junto ao aeroporto da Portela desmobilizaram por volta das 18h50, quase cinco horas depois de ter começado. Em causa está a promessa de uma reunião com o Governo até sexta-feira.

Os representantes dos taxistas não conseguiram ser ouvidos esta tarde pelo primeiro-ministro na sua residência oficial, mas foram recebidos pelo assessor de António Costa para a segurança interna, o intendente Luís Elias, que garantiu que o Governo irá convocar uma reunião ainda esta semana.

“Naturalmente que as expectativas deste encontro foram defraudadas, porque queriamos falar com o primeiro-ministro. Mas temos que entender que a agenda não o permitiu. Veremos se vamos receber uma convocatória esta semana e depois decidimos o que será feito no futuro”, afirmou ao Expresso Florêncio Almeida, presidente da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL).

O líder da ANTRAL assegurou, contudo, que caso não seja agendado o encontro e não for encontrada uma solução para as preocupações dos taxistas serão preparadas novas ações de luta em conjunto com outras associações.

JOSÉ CARIA

Possíveis ações conjuntas no futuro

O presidente da Federação Portuguesa do Táxi (FPT), Carlos Ramos, também admitiu mais ações de luta no futuro, manifestando-se na expectativa quanto à reunião com o Governo.“No encontro com o assessor do primeiro-ministro para a segurança interna - que durou cerca de 40 minutos -, tivemos oportunidade de trocar impressões, dar a conhecer os contactos que as associações tinham feito e as respostas que os vários organismos nos deram. O Governo não pode empurrar mais este problema [da Uber] com a barriga, como se não tivessem a ver com o assunto”

“Tal como quando há um problema numa família é o chefe de família que tem que resolver, aqui quem tem que resolver é o chefe do Governo, o primeiro-ministro”, acrescentou Carlos Ramos.

A manifestação espontânea de taxistas surgiu por volta das 14h45 depois de um taxista ter sido multado em 60 euros, após solicitar à PSP a identificação de um condutor e de uma viatura da Uber. Cerca de 200 taxistas participaram no protesto.