Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

DGS confirma sétimo caso de zika em Portugal

  • 333

Teste laboratorial a uma mulher que regressou do Brasil foi feito pelo Instituto Ricardo Jorge. Direção-Geral da Saúde informa que “recebeu notificação do sétimo caso importado de doença por vírus zika” no país

A Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou esta segunda-feira que existe um sétimo caso de infeção por zika no nosso país. O teste laboratorial a uma “cidadã que regressou do Brasil” foi feito pelo Instituto Ricardo Jorge, lê-se numa curta nota publicada no site da DGS.

Desde 28 de janeiro que não tinham notificados novos casos no país. Nessa quinta-feira, foi identificado em Lisboa o sexto caso de infeção desta doença cujos sinais clínicos da doença incluem “febre, erupções cutâneas, dores nas articulações, conjuntivite, dores de cabeça e musculares”.

O doente em causa era, como relatou então o Expresso, um “jovem médico” que tinha regressado de um período de férias na Colômbia. Este doente que era aluno de um mestrado no Instituto de Higiene e Medicina Tropical, em Lisboa, sentiu os sintomas “depois de regressar daquele país, onde atualmente há zika e dengue”.

Médico de saúde pública, o doente suspeitou de zika por ter as típicas manchas avermelhadas na pele, acompanhadas por sintomas gripais e que no seu caso foram muito intensos, e pediu aos colegas do instituto para que a análise fosse feita.

O primeiro teste deu negativo e os dois posteriores foram positivos, permitindo o diagnóstico no final de quarta-feira.

No final de janeiro, o diretor-geral de Saúde recomendou que todas “as portuguesas em idade fértil, que queiram engravidar, e em particular as grávidas”, são aconselhadas a não viajarem para “um país onde o problema Zika tem esta expressão epidémica”.

Segundo a DGS, o risco só existe em áreas onde a propagação se está a verificar de "uma forma crescente e, tudo indica, de forma descontrolada", referindo-se a países da América do Sul, Caraíbas e África.