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“Gostaria de ver uma boneca que se vestisse como eu”: a Barbie muçulmana

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A última estrela do Instagram é uma Barbie de véu muçulmano. A “Hijab Barbie” (“hijarbie”) surge no ano em que a Mattel, a empresa detentora da boneca mais vendida do mundo, apresentou novas Barbies com outras cores e medidas para abranger mais pessoas e culturas

Já existem barbies negras, asiáticas e barbies gordinhas. Porque não barbies muçulmanas, de véu e tudo? Foi o que pensou a nigeriana Hannefah Adam, de 24 anos. "Gostaria de ver uma boneca que se vestisse como eu", desejou ela - e rumou ao centro comercial. Comprou uma Barbie, pôs-lhe um "hijab", o véu usado por mulheres muçulmanas, e postou a imagem no seu Instagram. O resultado foi... um sucesso. A Hijarbie conta neste momento com 40.000 seguidores.

A estudante de um mestrado de Farmacologia em Londres criou e costurou uma série de peças de roupa para a sua sofisticada "Hijarbie". Hannefah detém a sua própria marca de roupa, a Hanie, e costura desde os 13 anos. Além de tentar retirar a carga negativa que a atenção sobre o islão tem recebido nos últimos tempos, a nigeriana quis que as jovens muçulmanas como ela se sentissem "inspiradas". "Trata-se de ter uma alternativa de brinquedos que adotam a tua cultura, imagem e religião, de que elas gostem, o que, no fim, as ajudará a melhorar a autoestima."

Os vários looks são sofisticados, com hijabs de várias cores, e pretendem ilustrar jovens muçulmanas normais. A nigeriana está a fazer um site e a trabalhar na produção da Hijarbie, para a tornar disponível para venda.

O reinado da loira de olhos azuis e cintura de vespa, criada em 1959 pela norte-americana Ruth Handler, parece ter os dias contados no seu formato original. No mínimo, irá ganhar diversidade e representatividade étnica.

No ano passado, a marca de luxo italiana Dolce & Gabbana lançou uma coleção de luxo de 'hijabs' e 'abayas' ( o vestido que cobre todo o corpo das mulheres muçulmanas). Além de ser um mercado com milhares de compradoras, estas mulheres gostam também, naturalmente, de se sentirem representadas no mundo.

No ano passado, a marca de luxo italiana Dolce & Gabbana lançou uma coleção de hijabs e abayas, a pensar no mercado (imenso) de mulheres muçulmanas

No ano passado, a marca de luxo italiana Dolce & Gabbana lançou uma coleção de hijabs e abayas, a pensar no mercado (imenso) de mulheres muçulmanas

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