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Tragédia no Tejo: pai recorreu à APAV meses antes da mãe

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BUSCAS. Ao fim de três dias, as autoridades marítimas continuam a procurar o corpo da criança que foi lançado ao mar pela mãe na segunda-feira à noite

nuno botelho

Ida à associação de apoio à vítima deu-se antes de a companheira se queixar de violência doméstica e de abusos

O pai das duas crianças de 19 meses e de quatro anos que morreram na praia de Caxias, em Oeiras, pediu ajuda à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV). O homem, que foi acusado pela companheira de violência doméstica e de abusos sexuais das filhas em novembro fez dois contactos com aquela associação: o primeiro por telefone e o segundo presencialmente. Em ambos os casos alguns meses antes da companheira se dirigir à mesma instituição.

Segundo o Expresso apurou, o homem quis saber o que podia fazer juridicamente para reagir às acusações que já era alvo em casa, em Rio de Mouro. A mãe das crianças, que está presa preventivamente por suspeita de duplo homicídio das filhas na última segunda-feira, terá ameaçado o companheiro, de quem se estava a separar, que ia fazer queixa de violência às autoridades.

O Expresso sabe ainda que o pai das duas meninas foi ouvido pela Polícia Judiciária já depois dos acontecimentos na praia de Caxias, mas não é arguido. Uma fonte ligada ao caso garante que se tratou apenas de uma conversa para esclarecer algumas dúvidas da investigação.

A mãe encontra-se atualmente no Hospital-Prisão de Caxias, depois de ter sido interrogada na última quarta-feira no tribunal de instrução criminal de Cascais.