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Caxias: MP acusa mãe de “homicídio qualificado” com “especial perversidade”

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PEDRO NUNES / LUSA

Nota divulgada pela Procuradoria Distrital de Lisboa diz que há “elementos probatórios reunidos” que “indiciam a prática de dois crimes de homicídio qualificado cometidos em circunstâncias reveladoras de especial censurabilidade ou perversidade”. Processo está em segredo de justiça

O Ministério Público considera que, no caso das crianças mortas em Caxias, “os elementos probatórios reunidos indiciam a prática de dois crimes de homicídio qualificado” por parte da mãe das menores. Numa nota divulgada esta sexta-feira, a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, considera que existem indícios de “circunstâncias reveladoras de especial censurabilidade ou perversidade” da progenitora.

O Ministério Público considera as circunstâncias agravantes, por a suspeita ser “progenitora das menores e a muito especial fragilidade e vulnerabilidade das vítimas motivada pela sua tenra idade (3 anos e 20 meses, respetivamente) e inerente impossibilidade de se defenderem”.

A nota da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa diz que o “processo está em segredo de justiça”, e recorda que no dia 17 de fevereiro, quarta-feira, a “mãe das menores foi presente como arguida a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coacção de prisão preventiva”.

Pai das menores recorreu à APAV antes da mãe

Na última segunda-feira, 15 de fevereiro, ao fim da noite, um taxista que passava junto da praia de Caxias viu uma mulher sair da água e alertou as autoridades. Nessa mesma noite, o comandante Malaquias Domingues, da Capitania de Lisboa, confirmou a morte de uma criança de 19 meses, uma menina, e o desaparecimento de uma outra de quatro anos.

O pai das duas crianças foi acusado pela companheira de abuso sexual das meninas. O Expresso entretanto noticiou que o homem tinha pedido ajuda à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV). O pai fez dois contactos com aquela associação: o primeiro por telefone e o segundo presencialmente. Em ambos os casos alguns meses antes da companheira se dirigir à mesma instituição.